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Vaso sanitário feito com impressora 3D não deixa "marcas"

Por| Editado por Luciana Zaramela | 29 de Agosto de 2023 às 10h16

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Reprodução/Envato
Reprodução/Envato

Para evitar os inconvenientes na hora de usar o banheiro, cientistas da Universidade de Ciência e Tecnologia de Huazhong, na China, desenvolvem uma nova tecnologia para vasos sanitários. Diferente da louça de cerâmica tradicional, a nova superfície feita com o uso da impressora 3D e lubrificantes é tão escorregadia que nenhuma “marca” ou vestígio das fezes consegue grudar — o material também é eficaz contra produtos gosmentos.

No mundo real, ainda sem essa inovação que não sabíamos querer, existem algumas estratégias pouco práticas para limpar as marcas de fezes, como apertar a descarga por mais tempo que o normal, esperando que o volume de água consiga limpar o vaso sanitário. Outra opção é o uso de uma escova própria para vasos, comum na maioria das casas, seguida por mais uma descarga.

Gasto de água e a limpeza do vaso sanitário

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Independente da forma escolhida para a limpeza da privada, é recorrente o uso de água limpa e tratada. Neste ponto, os autores do estudo, publicado na revista Advanced Engineering Materials, lembram que "os vasos sanitários com descarga desperdiçam uma quantidade significativa de água todos os dias devido às adesões inevitáveis entre os dejetos humanos e as superfícies do vaso".

Buscando resolver o problema do desperdício, os autores sugerem que a tecnologia "economizará ainda mais o consumo de água na sociedade”, se for amplamente adotada pelas indústrias e instaladas nas residências. Afinal, descargas com pouca água levariam as fezes diretamente para o esgoto.

Observação: embora a questão da higiene não seja defendida pelos pesquisadores, é bom reforçar que nunca se deve dar uma descarga com a tampa aberta, já que isso pode liberar microorganismos e espalhar doenças.

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Como é feito o vaso sanitário com impressora 3D?

Para construir o novo vaso sanitário através de um processo de impressão 3D, os cientistas chineses combinaram plásticos, materiais hidrofóbicos e óleo à base de silício, o que resultou numa superfície tão escorregadia que nada consegue se fixar. Para validar o material, foram feitos testes de aderência em laboratório com leite, iogurte, mel altamente pegajoso, mingau concentrado e fezes sintéticas.

Segundo os autores, normalmente, "as superfícies altamente escorregadias podem repelir fluidos complexos e vários sólidos viscoelásticos, porém, são facilmente quebradas por abrasões mecânicas". Diferente da maioria dos produtos do tipo, o novo vaso sanitário também resiste à abrasão (desgaste por fricção).

Em uma nova rodada de testes, o material foi lixado por mil vezes e sofreu danos, e mesmo assim manteve a sua capacidade. Por isso, a invenção recebeu o nome de vaso sanitário altamente escorregadio resistente à abrasão (ARSFT).

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A seguir, veja como foram feitos os testes com o vaso sanitário:

Apesar dos resultados, os cientistas ainda precisam resolver um problema de escala. Isso porque o vaso sanitário tem um décimo do tamanho de uma privada normal, ou seja, ninguém conseguiria sentar nela e usá-la. Antes de chegar ao mercado e ser um item comum nos banheiros inteligentes, é preciso avaliar a durabilidade e a validade dos materiais em testes mais reais.

Fonte: Advanced Engineering Materials