Entenda o que é inovação incremental

Entenda o que é inovação incremental

Por Márcio Padrão | Editado por Claudio Yuge | 31 de Maio de 2022 às 15h20
Joseph Mucira/Pixabay

Inovar é uma das obsessões de muitas empresas, mas acabou tornando-se também um clichê vago: afinal, de que inovação estamos falando aqui? Portanto, vamos abordar aqui o que talvez seja a mais usada pelas empresas para atualizar seus produtos e serviços: a inovação incremental.

O que é inovação incremental?

O economista e cientista político austríaco Joseph Schumpeter é considerado por muitos o criador do termo. Ele o usou no seu livro Business Cycles, de 1939, e definiu inovação incremental como aquela que promove pequenas melhorias ou atualizações em produtos, serviços, processos ou métodos existentes. Assim, não só melhora a qualidade do produto como amplia seu valor de mercado.

Já falamos no Canaltech da inovação disruptiva. O conceito consiste em uma tecnologia, produto ou serviço que transforma ou substitui as soluções já estabelecidas, tanto no uso popular quanto em termos de mercado. Seu surgimento e consequente adoção forçam as empresas concorrentes a se adaptarem de diversas formas. Por exemplo, oferecendo soluções semelhantes ou comprando a empresa que criou aquela inovação.

E ainda temos a inovação radical, que segundo o mesmo Joseph Schumpeter, busca novos mercados e oportunidades que outras empresas ainda não enxergaram. A disruptiva é um pouco mais ousada que a radical, porque ela altera radicalmente seu mercado e responde a demandas e dores que nem mesmo o público sabia que existiam.

Windows é considerado um bom exemplo de inovação incremental na tecnologia (Imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)

Exemplos de inovação incremental no mercado

Apple: a empresa inovou inúmeras vezes de forma incremental. Um bom exemplo é o iPhone. Apesar de não ter sido o primeiro smartphone já criado, sua primeira versão comercial mudou paradigmas com a tela sensível ao toque abolindo botões físicos. A cada ano, a empresa melhora o produto com recursos como o reconhecimento facial e as melhorias de câmera.

Microsoft: Embora o Windows tenha se "inspirado" de leve no Mac OS da Apple, é um fato que ele conseguiu ser o primeira interface operacional de computador acessível ao grande público, pois poderia rodar em computadores pessoais de diversas fabricantes. E continua sendo melhorado a cada versão, com novos atalhos, recursos e gráficos.

Gmail: Quando surgiu em 2004, já havia na internet diversos serviços de e-mail gratuito. Mas o Gmail inovou ao permitir 1 GB de capacidade de caixa de entrada por pessoa, o que era muito mais do que a concorrência oferecia. Hoje ele permite bate-papo, visualização de arquivos do pacote Office e até predição de texto.

Uber: A empresa não inventou o negócio do motorista particular, mas o incrementou ao criar uma plataforma que agregasse todos eles e oferecendo o serviço de forma centralizado para uma base maior de clientes, e a preços atraentes.

Uber é considerado um exemplo de inovação incremental (Imagem: Reprodução/charlesdeluvio/Unsplash)

Quais são as vantagens da inovação incremental?

Mais rápida e barata: na comparação com outros tipos de inovação (radical e disruptiva), estas últimas requerem mais tempo e dinheiro em seu desenvolvimento;

Mais maleável: é suscetível a adaptações ao longo do processo, permitindo ajustes de curso;

Ganho de eficiência: aplicada sabiamente, consegue obter mais resultados com os recursos disponiveis.

Baixo risco: como melhora algo que já existe e foi devidamente testado no mercado, apresentando seus devidos prós e contras, é um terreno menos pantanoso do que criar algo inovador totalmente do zero.

Fonte: G1, Açolab, Trybe

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