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Produtores italianos usam microchips para evitar falsificação de queijo parmesão

Por  • Editado por  Douglas Ciriaco  | 

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Reprodução/Parmigiano Reggiano
Reprodução/Parmigiano Reggiano

Fabricantes italianos do queijo tipo Parmigiano Reggiano estão inserindo chips inteligentes de rastreamento nas cascas de seus produtos para evitar que empresas concorrentes maliciosas comercializem queijo parmesão como se fossem alimentos originais.

Assim como o champanhe tecnicamente só pode ser originário da região de Champagne, na França, um tribunal da União Europeia promulgou uma lei em 2008 dizendo que o queijo só pode ser vendido como “parmesão” se for produzido por fabricantes da região de Reggiano, na Itália.

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“A venda de queijo parmesão falso representa um prejuízo de mais de US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10 bilhões na cotação atual) para os produtores da região de Reggiano. Esse valor é quase tão grande quantos as vendas do queijo parmesão verdadeiro”, explica o presidente do Consórcio Parmigiano Reggiano, Nicola Bertinelli.

Chip na casca do queijo

Para proteger a originalidade do queijo parmesão fabricado na região de Reggiano, os produtores se uniram a uma empresa holandesa especializa na fabricação de etiquetas comestíveis feitas à base de caseína — a principal proteína animal presente no leite de vaca.

Esses microtransponders — menores que um grão de areia — funcionam como uma etiqueta digitalizável para os alimentos, fornecendo informações sobre a origem do produto, sua composição e rastreabilidade em tempo real. Cada tag inteligente é armazenada em uma blockchain à prova de fraudes.

“Ao integrar microtransponders nas etiquetas de caseína, conseguimos controlar melhor o estoque, proteger e diferenciar os produtos contra marcas fraudulentas que se aproveitam de uma aparência semelhante para comercializar queijos sem qualquer tipo de controle de qualidade”, acrescenta o CEO da p-Chip Corporation, Joe Wagner.

Proteção total

Segundo o Consórcio Parmigiano Reggiano, cerca de 100 mil etiquetas inteligentes serão aplicadas nas rodas de queijo parmesão legítimo no segundo semestre de 2022. Terminada essa fase testes, a ideia é tornar a adição dos chips uma prática permanente em toda a produção de queijos da região.

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Com essa tecnologia, os produtores esperam garantir a qualidade dos alimentos e preservar a economia local, protegendo micro e pequenas empresas familiares que trabalham exclusivamente há séculos, na produção do queijo parmesão Reggiano de verdade.

“O Parmigiano Reggiano é um dos queijos mais antigos e famosos do mundo e é um produto que simboliza a produção italiana. Desde o estabelecimento do nosso consórcio em 1934, trabalhamos para transmitir o valor do nosso produto globalmente e distingui-lo de outros que não atendam aos nossos rigorosos requisitos de qualidade”, encerra Nicola Bertinelli.

Fonte: Food & Wine