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Google inaugura projeto com energia geotérmica nos EUA

Por  • Editado por Luciana Zaramela | 

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Mitchell Luo/Unsplash
Mitchell Luo/Unsplash

Na terça-feira (28), o Google anunciou que o seu projeto geotérmico para obter energia elétrica livre de carbono começou a funcionar no estado de Nevada, nos Estados Unidos. Isso significa que os data centers locais já estão operando com energia limpa e renovável.

A iniciativa de criar uma própria usina geotérmica para abastecer a estrutura do Google começou a ser desenvolvida há dois anos, em parceria com a startup Fervo. A sinergia entre as empresas permitiu a criação de um novo sistema para explorar o calor que vem do interior da crosta terrestre.

A seguir, veja vídeo sobre o projeto pioneiro, em inglês:

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Aqui, vale explicar que, quando se explora a energia geotérmica, é usado o próprio calor interno da Terra para gerar eletricidade, sem a necessidade de queimar combustíveis fósseis ou de liberar carbono na atmosfera.

Energia limpa no Google

Para impedir os efeitos mais severos das mudanças climáticas, é preciso acelerar a transição para energias limpas em todos os setores. Em seu compromisso com o futuro, o Google trabalha em uma meta ambiciosa, que prevê o uso misto das energias geotérmica, solar e eólica.

Até o ano de 2030, a empresa espera que seus escritórios e data centers funcionem integralmente a partir de energia livre de carbono, 24 horas por dia, durante os sete dias da semana. O case de Nevada é o primeiro passo em busca desse objetivo, que pode “acelerar a descarbonização dos sistemas elétricos mundiais”, como afirma o Google, em nota.

“Estamos entusiasmados em ver outros [players], como o governo federal dos EUA, se juntarem a nós, estabelecendo metas para a adoção de energia livre de carbono, 24 horas por dia, nos sete dias por semana”, afirma a empresa.

Como funciona o projeto geotérmico?

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Hoje, o uso da energia geotérmica é limitado. Estas usinas só são instaladas em locais onde é fácil acessar o calor gerado dentro da Terra, especialmente na região Ásia-Pacífico. Em parceria com a startup Fervo, o projeto do Google conseguiu acessar essa fonte de calor, a partir de técnicas de perfuração usadas na indústria do petróleo e do gás. Este é um dos grandes diferenciais da iniciativa.

“O resultado é uma central geotérmica que pode produzir energia elétrica livre de carbono, utilizando menos terra do que outras fontes de energia limpa e recorrendo às competências, ao conhecimento e às cadeias de abastecimento existentes noutras indústrias”, completa o Google.

Fonte: Google