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Celular comum será capaz de reproduzir hologramas graças a este dispositivo

Por| Editado por Douglas Ciriaco | 06 de Dezembro de 2021 às 18h17

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Reprodução/IKIN
Reprodução/IKIN

Uma empresa de San Diego, nos EUA, trabalha na criação de um dispositivo holográfico que não precisa de óculos para reproduzir imagens em três dimensões. O sistema composto por um hardware volumétrico, algoritmos de inteligência artificial (IA) e uma rede neural adaptativa poderia ser usado como acessório para celulares.

A ideia da IKIN é tornar a reprodução de hologramas mais fácil e acessível, sem a necessidade de aparelhos caros e desconfortáveis de serem usados no dia a dia. Segundo a empresa, as imagens poderão ser projetadas no ar e em qualquer ambiente, no melhor estilo R2D2 transmitindo um holograma da Princesa Leia no primeiro Star Wars, de 1977.

“Os hologramas proporcionam uma experiência emocional muito intensa. Eles podem ser usados ​​em algumas produções teatrais para trazer de volta artistas já falecidos, como Tupac Shakur, Whitney Houston e Michael Jackson. O que fizemos agora foi encontrar uma solução para reproduzir isso em dispositivos portáteis, que cabem no bolso”, explica o diretor de tecnologia da IKIN Taylor Griffith.

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ARC e RYZ

A IKIN possui dois grandes projetos que ainda estão na fase beta de desenvolvimento. O primeiro deles é o ARC, um monitor para desktop de 32 polegadas capaz de projetar hologramas utilizando a luz ambiente, sendo mais direcionado para aplicações industriais como armazéns e galpões.

O segundo é o RYZ, um display acessório que se conectada a tela dos smarphones para reproduzir imagens holográficas, que deve ser lançado em 2022. A estimativa é que o aparelho seja vendido por US$ 500 (cerca de R$ 2.800 na cotação atual) e venha com um software que possa ser rodado na plataforma de desenvolvimento Unity 3D.

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“O kit RYZ permite aos desenvolvedores redirecionar conteúdos e aplicativos existentes para projetar imagens holográficas, além de criar materiais exclusivos. Literalmente, todos os aplicativos que existem em um telefone celular hoje estão prontos para serem traduzidos para um ambiente holográfico”, acrescenta Griffith.

No mundo real

Sem utilizar óculos de realidade virtual (RV) ou capacetes pesados conectados a um computador poderoso, os dispositivos desenvolvidos pela IKIN pretendem conquistar um público que procura por formas mais simples e naturais de consumir conteúdos digitais em ambientes virtualizados.

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Eles poderiam ser usados, por exemplo, em conjunto com aplicativos de videoconferência — proporcionando chamadas mais realistas e envolventes — em sistemas de saúde para diagnósticos à distância mais precisos ou em programas de arquitetura, jogos, construção civil e e-commerce.

“Imagine a influência que a tecnologia de holograma terá na forma como os consumidores experimentam os benefícios na hora de comprar um produto. Será a combinação perfeita entre aplicativos e lojas, proporcionando uma experiência simplificada e personalizada em um futuro próximo”, encerra Taylor Griffith.

Fonte: IKINTech Xplore