Aeroportos de Congonhas e Santos Dumont iniciam testes com reconhecimento facial

Aeroportos de Congonhas e Santos Dumont iniciam testes com reconhecimento facial

Por Felipe Gugelmin | Editado por Claudio Yuge | 15 de Junho de 2021 às 23h00
artoleshko/DepositPhotos

Um dos aeroportos mais movimentados do Brasil, o Aeroporto de Congonhas (SP) iniciou nesta terça-feira (15) um projeto piloto que implementa câmeras de segurança com reconhecimento facial em suas operações. A intenção do governo federal, que também realiza testes no Aeroporto Santos Dumont (RJ), é agilizar o embarque de passageiros e facilitar a comprovação de identidade dos passageiros.

Como se trata de um programa-piloto, somente uma das companhias aéreas que opera em Congonhas está participando dos testes no momento. O processo de reconhecimento facial é feito com ajuda de um aplicativo, para o qual as pessoas participantes fornecem seu CPF e uma foto — os dados são cruzados com o banco de dados do governo federal, que realiza o cadastro.

Embarques mais rápidos e seguros

O objetivo é que, no futuro, viajantes consigam fazer o processo através dos apps de companhias aéreas sem precisar sair de casa. O reconhecimento facial surge como um substituto para os passes de embarque e documentos de identidade: para chegar à área de embarque, uma pessoa passaria pela conferência de seu rosto em um totem com leitores digitais, e a tecnologia voltaria a ser usada para garantir entrada às aeronaves.

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Testes semelhantes já estão sendo feitos no Aeroporto de Confins, em Minas Gerais, Florianópolis (SC) e Salvador (BA) como parte do programa Embarque + Seguro 100% Digital, criado pelo Ministério da Infraestrutura. A intenção é diminuir filas e inconvenientes, garantindo que passageiros consigam embarcar com facilidade mesmo quando não conseguem localizar cartões de embarque ou quando os dispositivos que os substituem (como smartphones) se encontram sem carga em momentos importantes.

Os testes de Congonhas e Confins estão sendo realizados pela Azul Linhas Aéreas, empresa que seleciona os passageiros participantes e realiza o cadastro biométrico necessário. Caso o projeto-piloto traga bons resultados, a tecnologia deve ser expandida para outras companhias aéreas e locais do país.

Fonte: Hotelier News

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