Fortaleza começa a receber instalações de cabo submarino SACS

Por Natalie Rosa | 22 de Fevereiro de 2018 às 11h04
Angola Cables

A Praia do Futuro, em Fortaleza, começou a receber nesta semana a instalação de um cabo submarino South Atlantic Cables System (SACS), da Angola Cables, que percorre 6,3 mil quilômetros no Oceano Atlântico partindo de Sangano, na Angola.

O cabo submarino SACS é o primeiro a ser instalado no Atlântico Sul, conectando a América do Sul à África, com capacidade de comunicação de 40 Tb/s. António Nunes, CEO da Angola Cables, conta que o projeto deve oferecer à Angola e ao Brasil a oportunidade de novos negócios da quarta industrialização.

"O investimento realizado pela Angola Cables, com este cabo submarino e com as demais infraestruturas de telecomunicações que estamos trazendo ao país - Monet e Data Center de Fortaleza -, tem como objetivo potencializar a oportunidade de criação de valor para os mercados onde estão inseridos. A partir de agora, Brasil e Angola vão oferecer ao mundo uma rota alternativa de acesso aos Estados Unidos, um dos maiores produtores de todo o tipo de conteúdos globais, mas também à Ásia, uma das maiores regiões demográficas do planeta", explica Nunes.

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Para o governador do Ceará, Camilo Santana, o cabo submarino promete inserir o estado na área de atração de novos investimentos. "Por conta da nossa vocação e localização geográfica, seremos um grande centro de oportunidades para o cearense, que através das startups e dos softwares poderão fazer negócios com um novo mercado, o africano, mas também se conectar a um mundo inteiro", comemora.

O vice-prefeito de Fortaleza, Moroni Torgan, também celebra a conquista do estado. "Hoje o potencial tecnológico de Fortaleza e do Ceará se abre para toda a África. Nós temos uma capacidade de criação de softwares impressionante no nosso parque universitário. Com a abertura desse novo centro tecnológico para a África, Europa e Ásia, estaremos fazendo uma verdadeira vitrine mundial do produto cearense de software", conta.

O projeto

O SACS foi desenvolvido para atender à crescente demanda de dados que envolvem serviços de streaming, constante produção de conteúdo e o avanço da Internet das Coisas. Entre os benefícios do cabo submarino estão a redução de custos, o aumento da velocidade de transmissão de dados, entre outros.

Estão envolvidos na instalação engenheiros e profissionais de TI, além de mergulhadores profissionais. A colocação do SACS em alto mar foi feita em dois meses. Agora, a Angola Cables se torna a responsável pelo processo de aterramento do cabo, pela instalação na sua estação, na Praia do Futuro, e pela conexão no Data Center de Fortaleza.

Maquete do Data Center Internacional, em Fortaleza (Imagem: Reprodução/Angola Cables)

Com a finalização desse projeto, a Angola Cables comemora o seu terceiro empreendimento no Brasil. A companhia já conta com o cabo Monet que conecta Miami, nos Estados Unidos, a Santos, também passando por Fortaleza, além da construção do Data Center Internacional que será um agregador de cabos submarinos de fibra óptica.

O início das operações do cabo submarino deve acontecer ainda neste primeiro semestre.

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