Sim, você pode minerar criptomoedas usando um Game Boy e eis a prova

Sim, você pode minerar criptomoedas usando um Game Boy e eis a prova

Por Ramon de Souza | Editado por Claudio Yuge | 29 de Março de 2021 às 23h00
Reprodução/Hello I'm Nik (Unsplash)

Minerar criptomoedas não é uma tarefa fácil — especialmente quando estamos falando de Bitcoins. Sem adentrar em detalhes a respeito de tal arte, a dificuldade de se resolver um novo bloco (que é a missão que efetivamente lhe recompensará financeiramente) aumenta a cada 2016 novos blocos resolvidos. Isso significa que, a cada dia que passa, é necessário ter mais poder computacional para se comunicar com os nós da rede blockchain: eis o porquê dos entusiastas endeusarem tanto placas de vídeo poderosas como a RTX 3090.

Mas e se você não tiver os R$ 7 mil necessários para adquirir uma dessas GPUs da Nvidia? Bom, conforme demonstrado pelo youtuber alemão stacksmashing, você pode tirar o pó daquele antigo Game Boy e usá-lo como máquina de mineração. Sim, o internauta conseguiu provar — com vídeo e tudo mais — que o console portátil lançado em 1989 pela Nintendo pode minerar criptomoedas. Tudo o que você precisa (além do Game Boy, é óbvio) é de uma microcontroladora Raspberry Pi Pico e um cabo Game Boy Link.

Os mais saudosistas certamente se lembrarão que o Game Boy Link era usado, na época, para trocar Pokémons — mas o engenheiro europeu conseguiu adaptá-lo para servir como ponte de comunicação com a placa da Raspberry, que, por sua vez, fica responsável por se conectar ao computador e prover conectividade com a internet. O console em si não recebeu nenhuma modificação de hardware, mas ganhou uma ROM customizada com base no minerador ntgbtminer (construída com base na suíte de desenvolvimento GBDK).

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Claro, só temos um “probleminha”... Com o poder computacional de um videogame portátil da década de 80, é óbvio que obter qualquer lucro é uma tarefa impossível. Segundo o próprio youtuber, o Game Boy atingiu uma taxa de 0.8 hashes por segundo, enquanto um minerador ASIC dedicado trabalha a 100 tera hashes por segundo. Traduzindo? Seriam necessários dois quatrilhões de anos para gerar uma única Bitcoin (que, na cotação atual da moeda, seria o equivalente a R$ 333 mil).

Como se a lentidão do processo não bastasse, também temos que levar em conta o gasto absurdo que você teria com as baterias, já que o console é alimentado por quatro pilhas “AA”. No fim das contas, é óbvio que o experimento não visava realmente usar o Game Boy para obter lucro — tudo não bastou de um experimento bastante divertido e curioso.

Fonte: stacksmashing (via YouTube)

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