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Qual a diferença entre HD e SSD?

Por| Editado por Wallace Moté | 14 de Julho de 2023 às 15h45

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Reprodução/TEAMGROUP
Reprodução/TEAMGROUP

O HD se consolidou no passado como uma forma de armazenar arquivos em computadores, mas hoje em dia ele divide espaço com o SSD. Cada formato possui suas próprias características, com vantagens e desvantagens que os tornam bastante únicos e ideais para usos específicos.

O que é Hard Disk Drive (HDD)

Um dos formatos mais antigos de armazenamento, os Hard Disk Drives (HDDs), conhecidos ainda como discos rígidos ou apenas HDs, entregam exatamente o que o nome sugere. Isso significa que eles têm memória não-volátil, que não perde as informações quando o computador deixa de receber energia.

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Sua construção é composta por múltiplos discos magnéticos, cuja gravação e leitura dos dados é realizada por uma agulha.

O HD é um componente antigo, já que suas primeiras unidades conhecidas datam de 1956, que utilizavam 50 discos de 24 polegadas para armazenar 3,75 MB de informação.

Atualmente, os formatos mais comuns, utilizados em desktops e notebooks, apresentam dimensões de 2,5 e 3,5 polegadas, e podem atingir capacidades de quase 30 TB em modelos destinados a servidores e data centers.

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Para se comunicar com o computador, a interface SATA é utilizada pelos dispositivos. Em sua terceira geração, ela entrega velocidades de 6 Gb/s, possibilitando assim que os HDs ofereçam taxas de transferência de até 600 MB/s.

O que é Solid State Drive (SSD)

Os Solid State Drives (SSDs), ou discos de estado sólido, também são dispositivos de armazenamento de memória não-volátil, mas utilizam mecanismos bem diferentes dos HDDs. Neste caso, os discos magnéticos dão lugar a circuitos elétricos que registram as informações, ao modificar a resistência dos chips conhecidos por memória Flash, gerando assim os bits de dados.

Uma das diferenças do SSD é sua tecnologia significativamente mais recente que os discos rígidos, ainda que tenha alguns ancestrais com conceitos semelhantes datados da década de 1980, e tem ganhado popularidade desde o início dos anos 2000.

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Além de também contar com modelos no formato de 2,5 e 3,5 polegadas, os SSDs se diferenciam por serem oferecidos ainda no formato M.2. Trata-se de uma pequena placa similar a uma grande goma de mascar, que é conectada na placa-mãe.

As unidades de estado sólido mais antigas, e alguns modelos recentes mais básicos, também utilizam a interface SSD SATA que suporta taxas de transferência de até 600 MB/s. No entanto, modelos mais novos e avançados adotam o protocolo NVMe (Non-Volatile Memory Express), que tira proveito do barramento PCI Express para ultrapassar os 7 GB/s de transferência.

HDD vs SSD: vantagens e desvantagens

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Observando o histórico e as características de cada tipo de disco, os SSDs parecem ser a escolha correta, especialmente pela velocidade. No entanto, os HDDs ainda trazem aspectos que os tornam uma opção interessante para alguns usuários.

Vantagens e desvantagens do SSD

Além de velocidades muito maiores de leitura e escrita, os SSDs também podem ser mais compactos e significativamente mais leves quando adquiridos no formato NVMe M.2. Outra vantagem é o silêncio da operação e a ausência de vibração, por não haver peças mecânicas que se movimentam na hora da escrita e da leitura.

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Por outro lado, os SSDs costumam ter preços mais elevados. Além disso, mesmo com o uso de camadas, esses dispositivos não conseguem atingir as mesmas capacidades massivas que os HDDs oferecem, tendo recentemente atingido os 8 TB para consumidores comuns.

Vantagens e desvantagens do HDD

Os HDDs também tem suas vantagens, com destaque para a alta capacidade de armazenamento, ultrapassando os 20 TB e protagonizando estudos que visam chegar a mais de 30 TB. Por isso, sua relação de valor por Megabyte é mais vantajosa.

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Como pontos negativos, além da vibração e ruído na operação por conta de suas partes móveis, e do peso significativamente maior, ainda é possível destacar a maior sensibilidade a impactos. Afinal, quedas e até mesmo a própria vibração mais intensa pode causar danos aos discos magnéticos ou à agulha de leitura.

HDDs são mais duráveis que SSDs?

Mesmo que não traga componentes mecânicos, é convenção que SSDs tenham menor vida útil que os HDDs, pela maneira que operam. Os dados são registrados em páginas, mas, durante o processo de exclusão dos arquivos, blocos inteiros de dados são eliminados. Com o tempo, as células de memória vão sendo desgastadas, e a unidade de armazenamento vai perdendo suas capacidades.

As fabricantes anunciam limites mínimos de dados gravados como garantia antes que o SSD possa começar a apresentar os problemas, sendo o TBW (Terabytes Written, ou Terabytes Gravados) o mais comum deles. O número representa exatamente o que o nome sugere: uma quantidade de dados gravados garantidos pela companhia.

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Um SSD com 200 TBW, por exemplo, pode registrar 200 TB de dados antes de perder a garantia. Contudo, o TBW não representa necessariamente a vida útil exata do componente, atuando apenas como uma estimativa de quando falhas podem começar a se tornar mais críticas. O disco ainda pode funcionar normalmente após ultrapassar esse valor, mas terá a garantia expirada nesse caso.

Afinal, qual a melhor opção?

Se você é um entusiasta que busca o melhor hardware, ou um profissional cujo trabalho é seriamente afetado pelo tempo de carregamento dos arquivos, o SSD é a escolha ideal. Afinal, ele proporciona a melhor experiência de uso, e até mesmo poupa gastos em situações mais específicas.

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Caso seu uso exija capacidades maiores para armazenar dados, seu orçamento para investir em um PC seja limitado, ou ainda seu uso não seja de alta intensidade, um HD pode ser recomendado.

Uma terceira opção intermediária é adquirir um SSD de menor capacidade, destinado à execução do sistema operacional e abertura de arquivos e programas mais críticos. Na mesma máquina, um HD pode armazenar mídias de maior volume, ou programas que sejam menos impactados pela velocidade reduzida de leitura e escrita.

Fonte: PCMag, Intel