Microsoft explica o relançamento de um mouse com 15 anos de idade

Por Redação | 27 de Junho de 2018 às 14h09
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O IntelliMouse não se parece em nada com um típico mouse voltado para o público gamer. De design simples e com uma quantia relativamente reduzida de botões – caso se considere os modelos da Razer e da Logitech, por exemplo –, a verdade é que esse periférico clássico da Microsoft parecia mais “no seu elemento” dentro de um escritório de contabilidade. Entretanto, o preço relativamente baixo e o funcionamento preciso transformaram o modelo em uma das principais escolhas de jogadores aficionados.

Dessa forma, quando a Microsoft decidiu levar o IntelliMouse de volta às prateleiras ao final do ano passado, 15 anos desde a sua última atualização (lançada em 2003) e agora com a alcunha “Classic”, era de se imaginar que esse seria justamente o motivo. “O momento de lançamento do Classic IntelliMouse foi realmente interessante”, explicou o diretor de design de aparelhos da companhia, Simon Dearsley, em publicação ao blog oficial do Windows.

“Nós chegamos a um ponto em que o preço e a tecnologia de rastreamento e de disjuntores amadureceu imensamente”, ele continua. “Nós vimos nisso a oportunidade de melhorar um ícone, atualizando-o com tecnologia moderna.” De fato, um vídeo promocional intitulado Classic IntelliMouse: Uma lenda renasce deixa clara a proposta – fazendo menção a diversos clássicos, como Mafia II, Portal, Flight Simulator e Age of Empires (confira abaixo).

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Atualização do clássico

Para quem reverenciava o visual conservador – enxuto mesmo – do modelo original, não há nada a se queixar aqui. Visualmente, o Classic IntelliMouse apenas parece estar um tanto mais polido do que o seu antepassado.

Desempenho e funcionalidade também fazem bonito diante da herança da linha. Com DPI (pontos por polegada) de até 3,2 mil, o novo modelo retorna com o mesmo rastreamento preciso. Há também cinco botões, sendo três deles de função personalizável. Já os principais, esquerdo e direito, incluem os famosos disjuntores Omron – os mesmos que vinham instalados no IntelliMouse 3.0, cuja precisão era um dos principais motivos da popularidade do periférico entre os jogadores.

A novidade vem na forma botões da Kailh. “Nós fomos cuidadosos em manter os mesmos switches esquerdo e direito da Omron, e adicionamos os Kailh para o botão central e para os laterais”, diz Dearsley, acrescentando que os novos componentes pareceram mais precisos do que aqueles originalmente incorporados na versão de 2003. “Nós também melhoramos bastante os dois botões laterais – que agora estão mais precisos e suaves [ao toque], demandando a quantia exata de força para o clique.”

Classic IntelliMouse: design recatado e precisão proverbial (Foto: Divulgação/Microsoft)

Mantendo a “cauda” do rato

O designer da Microsoft reconhece: a tentação de tornar o renovado IntelliMouse em um dispositivo wireless foi grande. Entretanto, ao considerar o improvável destino que transformou o periférico no “queridinho” dos jogadores, retirar o fio seria algo um tanto perigoso.

Afinal, qualquer jogador inveterado sabe que milissegundos podem ser de importância vital – e nenhum meio tem menor cadência do que um cabo físico. Dessa forma, a “cauda” do rato permanece. Isso também significa que não será necessário interromper a jogatina para carregar o mouse (algo bastante frustrante).

O Classic IntelliMouse pode ser adquirido na Microsoft Store e em diversos revendedores internet afora. E o preço se mantém como um dos principais atrativos: US$ 39,99 (aproximadamente R$ 150, descontados impostos e taxas).

Fonte: Windows Blog

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