Publicidade

Luz no fim do tunel? Marca chinesa lança memória RAM DDR5 mundialmente

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

Compartilhe:
Reprodução/CXMT
Reprodução/CXMT

Fabricantes como Samsung, SK hynix e Micron, as maiores do mundo quando o assunto é produção de DRAM, estão muito ocupadas no momento com a demanda da IA. Essa é uma oportunidade para empresas surgirem e abocanharem um espaço não explorado, como a Powev, uma empresa chinesa que está lançando memórias DDR5 para desktop e notebooks com capacidades de até 64 GB sob a nova marca Sinker.

Essa empresa é um braço de Jiahe Jinwei, que já atua na indústria de hardware há um tempo e é dona das memórias Asgard. A produção de memória começou lá em 2021, e somente agora os frutos estão chegando ao mercado. Segundo o site oficial, a Powev está produzindo memórias UDIMM (a mais comum de desktop), SODIMM (de notebooks) e RDIMM (para data centers).

Todas operam com frequências entre 4800 e 5600 MT/s, com capacidades de 16 GB e 32 GB para o mercado de consumo, e até 64 GB em pentes voltados para data centers. A marca garante "proteção contra ligação repentina para um armazenamento confiável", "resistência a choques e quedas para uma vida útil prolongada", tudo de acordo com os padrões da JEDEC, órgão regulador de tecnologias.

Canaltech
O Canaltech está no WhatsApp!Entre no canal e acompanhe notícias e dicas de tecnologia
Continua após a publicidade

A Powev Sinker já começou o envio de suas memórias DDR5, mas por enquanto, somente para data centers. Ainda não existe previsão para uma disponibilidade global (embora já tenha sido confirmado), nem preços foram mencionados no momento.

E o que isso significa para o consumidor?

Os consumidores estão sem conseguir comprar memória RAM no momento porque quase todas elas estão indo para os data centers, que demandam uma quantidade que vai muito além da capacidade de compra de um usuário. O que sobra, tem preços nas alturas.

A capacidade de produção da Samsung, SK hynix e Micro já está toda comprometida pelos próximos anos, segundo inúmeros relatos vindos da própria indústria nos últimos meses. Isso significa que as chances de colocarmos as nossas mãos nesse componente é cada vez menor. É aí que entra a importância de novas players.

Elas podem ser a saída para a crise, já que quanto mais é produzido, mais pode ser diluído nos diferentes segmentos do mercado, como era antes. Assim, os preços podem ser mais competitivos e o consumidor pode ter chance novamente nessa disputa contra a IA. Se a chegada dessas novas empresas vai proporcionar essa normalização, é esperar para ver.

A situação está tão feia que fabricantes como Dell, HP e outras estão recorrendo às memórias chinesas.