Intel reconhece atraso na litografia 10 nm, mas não vai mudar planejamento

Por Felipe Junqueira | 05 de Novembro de 2019 às 19h00
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O mercado de processadores está passando por uma mudança nos últimos meses, com a ascensão da AMD e um atraso da Intel em litografia. Enquanto a primeira já se prepara para lançar plataformas fabricadas em um processo de 7 nanômetros, a segunda começa agora a trocar os 14 nm por 10 nm.

Em uma entrevista ao site Barron’s, o diretor financeiro da Intel, George Davis, admitiu o atraso, mas explicou que a companhia não vai mudar o planejamento atual, que prevê um salto grande em receitas para o ano de 2023. O início dos investimentos na tecnologia de 7 nm está previsto para 2021, de acordo com o executivo.

“Temos que atravessar esse período em que estamos um pouco atrasados com os 10 nanômetros porque não estamos otimizados em um nó em que nos encontramos. Mas vamos mudar para uma cadência de dois a dois anos e meio nos próximos nós”, prometeu Davis.

“Vamos iniciar os investimentos em 7 nanômetros, que vai começar na segunda metade de 2021 porque achamos que é o certo a se fazer competitivamente. Então estamos fazendo o investimento agora que nos deixa um pouco menos eficientes, e isso se reflete na margem bruta”, concluiu o executivo, explicando o motivo de a companhia ter essa margem entre receita e custo dos produtos menor nos últimos anos.

Davis ainda falou, quando perguntado sobre o servidor Rome da AMD, que tem agradado os consumidores, que já previa essa competição e que a Intel não vai mudar o planejamento neste momento.

Fonte: Barron's

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