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GPU Nvidia Hopper GH100 pode ter 2,5 vezes mais transistores que antecessora

Por  • Editado por  Wallace Moté  | 

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Reprodução/NVIDIA
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Novos rumores divulgados no fórum Chiphell sugerem que a GPU focada em computação Nvidia GH100, baseada na ainda não anunciada microarquitetura Hopper, pode trazer uma contagem de transistores cerca de 2,5 vezes maior que a antecessora, a GA100, com arquitetura Ampere, e ser maior até mesmo que a recém-anunciada Instinct MI250X, rival da AMD com design de múltiplos chips.

Nvidia GH100 pode ter 2,5 vezes mais transistores que GA100

Segundo os rumores, a GH100 seria equipada com 140 bilhões de transistores, número absurdamente elevado mesmo frente a outras soluções voltadas para computação. Em comparação, uma RTX 3090, com GPU GA102, traz 28,3 bilhões de transistores, enquanto a Navi 21 da Radeon RX 6900 XT é munida com 26,8 bilhões.

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Dentro do segmento de data center, o chip GA100, presente na placa de aceleração Nvidia A100, oferece 54,2 bilhões de transistores. A GPU Aldebaran, utilizada na Instinct MI250X, é um pouco maior, com 58,2 bilhões de transistores. Mesmo assim, com tamanhos que impressionaram em seus respectivos lançamentos, ambas são 2,5 vezes menores do que a configuração que a Nvidia estaria supostamente preparando com a arquitetura Hopper.

As informações vão ao encontro de outros rumores recentes que indicavam que a nova GPU Hopper seria uma das maiores já lançadas, com área próxima aos 900 mm². Se este for o caso, somando-se a possibilidade de que o componente contará com 140 bilhões de transistores, esta também seria um dos chips gráficos mais densos a chegar ao mercado.

Tomando a GA100 como base novamente, cuja área é especulada para possuir 790 mm², temos uma densidade de 73,6 milhões de transistores por mm². Se considerarmos que a área da GH100 será de 900 mm², isso representaria 150 milhões de transistores por mm², um incremento de mais de duas vezes. Os números impressionam e mostram o que a suposta adoção da litografia de 5 nm da TSMC pode proporcionar para a próxima geração de GPUs da companhia.

GPU Hopper pode trazer até 233 GB de RAM e 1,9 GB de cache

Não é apenas na contagem de transistores que a GH100 impressionaria — segundo os rumores, as especificações da nova aceleradora de data centers da Nvidia agitariam o mercado e colocariam a empresa de volta à liderança de performance no segmento, após sofrer uma derrota com os enormes ganhos da Instinct MI250X e sua microarquitetura CDNA 2.

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A enorme área se converteria em um total de 144 Streaming Multiprocessors (SMs) por die o que, por sua vez, representariam 9.216 núcleos CUDA caso a contagem de 64 núcleos por SM vista na arquitetura Ampere para computação for mantida. Levando em conta os rumores de que uma suposta variante GH102 utilizará design MCM de múltiplos chips, a contagem poderia dobrar para impressionantes 288 SMs, com 18.432 núcleos.

Outro ponto interessante seria a maneira como a GPU se comunicaria com o cache e as memórias, ao adotar uma arquitetura redesenhada recém-anunciada em estudo da própria Nvidia, chamada Composable On-Package Architecture, ou apenas COPA, que permitiria a produção de diferentes designs para fins variados.

No momento, são apontadas duas possíveis aplicações das GPUs COPA: computação de alta performance (HPC) ou Deep Learning (DL). Enquanto o formato HPC seguiria o padrão já conhecido da indústria, a arquitetura para DL teria um chip de cache completamente separado da GPU, possibilitando a implementação de até 1.920 MB de cache LLC, trabalhando com até 233 GB de RAM HBM2e e largura de banda de 6,3 TB/s.

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Fonte: @9550pro, WCCFTech