CPUs Titan Lake devem encerrar era dos núcleos híbridos na Intel
Por Raphael Giannotti • Editado por Jones Oliveira |

Depois que os processadores AMD Ryzen começaram a ganhar a atenção desde o lançamento, a Intel precisou se mexer trazendo novidades ao mercado. A principal delas é a arquitetura híbrida que estreou na 12ª geração (Alder Lake), tecnologia que deve ser descontinuada em breve. Rumores vindos de diferentes fontes afirmam a mesma coisa: a geração Titan Lake deve voltar a usar núcleos unificados em 2028.
- Dicas para melhorar o desempenho de CPUs Intel
- Características mais importantes nos processadores Intel
Segundo o DigiTimes, a arquitetura Titan Lake deve abandonar completamente essa arquitetura híbrida e voltar a como era feito antes que, inclusive, é a abordagem da AMD em todas as gerações Ryzen. Em vez de diferentes tiles de núcleos, tudo fará parte de um único bloco.
Um rumor anterior, com informações vindas do leaker Jaykihn, afirmava que a arquitetura Serpent Lake, que seria uma variação de Titan Lake, poderia ser a primeira geração que implementaria a mudança. É essa geração também que trará o fruto da parceria entre Intel e NVIDIA, que seriam processadores com gráficos RTX.
A própria Intel já confirmou a mudança
E essa conversa não é de hoje. O primeiro rumor a sugerir que a Intel abandonaria a arquitetura híbrida vem de julho do ano passado. Nessa vez, a informação não-oficial surgiu em um fórum chinês. Esse rumor, inclusive, indicava ainda que antes dessa mudança, a Intel deveria focar em extrair mais desempenho dos núcleos de performance, algo que já vemos acontecendo nos Core Ultra 200 Plus. Até mesmo a própria Intel já deu a dica através de uma vaga de trabalho.
A arquitetura híbrida usada em cinco gerações diferentes usa núcleos de performance (P-Core) e núcleos eficientes (E-Core). Modelos mobile adicionam ainda núcleos de baixíssimo consumo (LPE-Core). Cada um entra em ação de acordo com a necessidade: P-Cores entram em ação em tarefas pesadas e E-Cores atuam quando a demanda é leve.
Ao abandonar os núcleos eficientes, a Intel deve focar em desempenho bruto, pelo menos no segmento de desktop. Notebooks, como é de esperar, se beneficiam bastante dos núcleos eficientes, que geram maior autonomia de bateria, fazendo com que alguns modelos entreguem mais de 15 horas de duração.
Fonte: DigiTimes