Como o ISIS usa drones domésticos para ataques terroristas?

Por Redação | 13.10.2016 às 18:29

O ISIS realizou na semana o seu primeiro ataque com o auxílio de drones domésticos, algo novo para o grupo terrorista. Entretanto, é curioso ver um grupo tão ligado a valores mais, vamos dizer, rudimentares, abraçar a tecnologia para levar adiante seus propósitos e usar o que era visto como um hobby para fins nada recomendáveis.

Os terroristas usaram um DJI Phantom - drone que inclusive foi lançado no Brasil e tem review aqui no Canaltech - para um ataque contra forças curdas. Não foi a primeira vez que o ISIS experimentou com os drones, mas foi o primeiro caso com feridos.

Fontes afirmaram ao New York Times que diversos Phantoms estão em uso no Iraque e Síria, alguns deles pilotados por integrantes do estado islâmico. Entretanto, em zonas de guerra o combate a estas ameaças fica complicado, pois drones semelhantes também são usados por forças de paz.

Oficiais do Pentágono estão buscando formas de evitar que os terroristas ponham suas mãos nestes aparelhos, que são leves (menos de 10kg) e de dimensões reduzidas, podendo ser facilmente contrabandeados dentro de uma mochila, por exemplo.

Para se defender - e evitar ver seu nome ser associado com estes eventos - a DJI divulgou que seu modelo Phantom é incapaz de carregar explosivos, podendo ter no máximo 200 gramas de carga. Entretanto, a carga usada no ataque da semana passada era pequena, do tamanho de uma bateria, mas foi capaz de fazer estragos.

A fabricante, que tem cerca de 60 a 70% do market share em drones domésticos, se prontificou a auxiliar nas investigaçoes anti-terrorismo, assim como tomou medidas de cercamento geográfico em regiões de guerra para reduzir a capacidade de uso de seus drones como armas.

“O uso de tecnologias de drones doméstico para machucar outros é deplorável. Todos que cometem estes atos devem ser punidos no rigor da lei. A DJI está pronta para dar a ajuda técnica para quem estiver investigando este e outros ataques", afirmou a fabricante chinesa em nota.

Fonte: New York Times