Hackers alteram página inicial do WikiLeaks após suposto desafio

Por Redação | 31 de Agosto de 2017 às 10h36

O grupo OurMine aprontou mais uma das suas na madrugada desta quinta-feira (31), alterando temporariamente a página inicial do WikiLeaks. Os hackers redirecionaram os usuários que tentavam acessar o serviço a partir da URL www.wikileaks.org para um novo servidor, exibindo uma mensagem jocosa e impedindo o acesso a partir do endereço citado por algumas horas.

Na mensagem postada, o grupo deixa de lado o teor de seus últimos golpes, em que exibia uma preocupação com a segurança de serviços online e ofertava seus serviços, para assumir um tom de brincadeira. O texto fala sobre um suposto desafio feito pelo WikiLeaks com relação à segurança de seus próprios sistemas, além de atacar os hacktivistas do Anonymous.

Mensagem publicada pelo OurMine faz menção a um desafio do WikiLeaks. (Imagem: The Guardian)

Neste caso, a briga teria a ver com incidentes ocorridos em dezembro de 2015 e julho de 2016, quando o OurMine derrubou os servidores do WikiLeaks com um ataque de negação de serviço. Na ocasião, o Anonymous divulgou informações pessoais dos responsáveis pela ação, mas, de acordo com os hackers, os dados eram falsos.

O método usado pelo OurMine para desfigurar a home do WikiLeaks, entretanto, não foi relacionado aos servidores do serciço em si, que não teria sido comprometido pelo ataque. Em vez disso, o grupo usou uma técnica conhecida como DNS poisoning, pela qual servidores são levados a redirecionar usuários a uma outra infraestrutura que não a original, impedindo o acesso a partir de determinadas URLs.

No ataque, o endereço original acabava levando os usuários a uma página controlada pelo OurMine, onde estava publicada a mensagem. O acesso ao WikiLeaks foi restabelecido algumas horas depois, e, pelas redes sociais, o serviço deixou claro que seus servidores não foram comprometidos, categorizando qualquer relato do contrário como “fake news”.

Apesar de atuar há alguns anos, o OurMine tomou as páginas do noticiário de tecnologia nas últimas semanas por ter tomado conta das redes sociais do PlayStation, o videogame fabricado pela Sony, e também da série da HBO Game of Thrones. O segundo caso veio em meio a uma série de vazamentos de informações relacionados ao canal, que envolveram desde e-mails pessoais de seus diretores até episódios do seriado medieval caindo na internet dias antes de serem exibidos na televisão.

Fonte: The Guardian