EUA podem banir notebooks de todos os voos internacionais

Por Redação | 29 de Maio de 2017 às 09h53

Em uma má notícia para quem costuma utilizar computadores durante o voo para trabalhar ou assistir a filmes, o governo dos Estados Unidos pode banir notebooks e tablets de voos internacionais que partem ou chegam ao país. A medida foi citada pelo secretário de Segurança Nacional, John Kelly, que disse estar estudando-a, sem previsão nem confirmação de aplicação.

De acordo com ele, terroristas são “obcecados” com a ideia de derrubar aeronaves em solo norte-americano, com a medida servindo para evitar que eles tragam bombas ou pequenos artefatos explosivos a bordo. Por causa disso, o secretário disse que o governo deve usar tecnologias mais avançadas para verificação de itens carregados pelos passageiros, de forma a evitar incômodos, mas que, por enquanto, o banimento parece ser a melhor solução.

Medidas semelhantes estão em vigor desde março nos Estados Unidos, com voos que chegam ou partem de países com maioria muçulmana, como Iraque, Síria e Líbia, em um total de oito. O Reino Unido também impôs medidas semelhantes para seis países da lista e chegou a conversar com a administração de Donald Trump para trazer as restrições também de voos de ou para a Europa, uma ideia que foi deixada de lado.

Enquanto isso, companhias aéreas já estariam instruindo seus comissários de bordo e responsáveis pelo atendimento para alertarem passageiros de que o banimento pode estar a caminho, de forma que eles evitem carregar notebooks ou tablets como bagagens de mão. O objetivo seria preparar os usuários do sistema aéreo para mudanças que parecem iminentes.

Enquanto isso, o prejuízo estimado pela medida é de US$ 1,1 bilhão, de acordo com a Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA, na sigla em inglês). A organização pede que os governos reconsiderem a proibição e invistam em métodos mais avançados para detecção de explosivos e outros artigos perigosos, em vez de proibirem dispositivos que são usados costumeiramente pelos passageiros, principalmente em voos internacionais de longa duração.

A administração aérea dos EUA concorda, mas diz que tais medidas ainda não estão prontas para uso. Segundo oficiais do governo, pelo menos quatro fornecedores de equipamentos de segurança para aeroportos estão trabalhando em scanners e sensores que permitiriam o fim do banimento, além do fim das restrições quanto a outros artigos, como a norma que define uma quantidade máxima de líquido que pode ser trazida como bagagem de mão.

Fonte: Fox News

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