12 piores jogos já lançados para o Super Nintendo
Por Diego Corumba • Editado por Jones Oliveira |

Nem só de clássicos viveu o Super Nintendo. Enquanto Mario, Link, Kirby e outros brilhavam, uma legião de títulos bizarros tentava — e falhava feio — em entregar diversão. Alguns jogos se esforçaram para tornar a experiência em uma das piores vistas no console. E entre essas, é difícil não apontar os dedos, certo?
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O SNES é lar de obras incríveis como Super Mario World, Chrono Trigger, Final Fantasy VI e Street Fighter II: The World Warrior, ainda assim apresentou algumas “atrocidades” que mereciam cair no esquecimento de tão péssimas que são. Porém, não vamos deixá-las neste vácuo.
Para celebrar o que há de mais infame no console 16-bit da Big N, hoje o Canaltech lista os 12 piores jogos já lançados para o Super Nintendo. Será que você conhece todos? Ou tem algum que você queria “desconhecer”?
12. Home Alone
Adaptações de filmes para os games estavam em alta nos anos 1990 e Home Alone (1991), adaptação de Esqueceram de Mim para o Super Nintendo, não escapou disso. No entanto, o que era para ser uma aventura divertida, na verdade foi uma verdadeira tragédia — digna dos bandidos que ousaram mexer com o protagonista da história, Kevin.
Mesmo com gráficos melhores que a sua contraparte de Nintendinho e do Game Boy, ele cai justamente na parte em que o título em questão não tem nada a ver com o longa-metragem. Exceto pela caracterização dos personagens, todo o resto é apenas um “minijogo” travestido de uma jornada completa na plataforma.
11. Ballz 3D
Existem poucas coisas que podem se comparar com Ballz 3D (1994), um jogo de luta com personagens formados por bolas. Se isso não fosse estranho o suficiente, o fato de ele tentar abusar do poder do Super Nintendo com gráficos tridimensionais nem é a pior coisa dele que vai ver na experiência.
Controles ruins, desempenho de chorar e um conceito que chega mais perto de uma tech demo do que de um título próprio tornaram o game tão infame que a franquia não foi adiante. Curiosamente, ele serviu como base para produções como Petz, Dogz, Catz e Oddballz.
10. Road Riot 4WD
Sabe aquele game que roda liso em uma plataforma e na outra tem uma performance xoxa e capenga? É justamente o caso de Road Riot 4WD (1992), que era muito bem executado nos fliperamas e no Super Nintendo se posicionava entre os piores jogos que o hardware já teve no seu catálogo.
A proporção dos veículos é menor, os efeitos das pistas ajudam a travar ainda mais um port que devia ser ágil — afinal, é uma corrida — e diferenças gritantes com seu desempenho fizeram muita gente abrir mão dele na época, com razão. E se pensar que nos anos 1990 não tinha atualizações ou coisas do gênero, a situação só fica pior.
9. Batman Forever
Se hoje vemos adaptações de qualidade do homem-morcego nos videogames, saiba que nem sempre foi assim. Batman Forever (1995) tentou surfar na onda do filme estrelado por Val Kilmer e falhou miseravelmente. É o tipo de jogo que erra diretamente no seu conceito.
A captura de movimentos, similar (para não dizer copiada) à vista em Mortal Kombat, o jogou diretamente no vale da estranheza, assim como o beat ‘em up é falho quando se vê a pré-renderização pior do que a que tivemos em Donkey Kong Country. No Super Nintendo, mais vale pular direto para The Adventures of Batman & Robin (1994).
8. Captain Novolin
Temos de pontuar que existe inclusão e, longe dela, há algo muito bizarro que resultou em Captain Novolin (1992). O jogo “educativo” de Super Nintendo trata sobre diabetes, com lições valiosas que mostram que o herói morre se comer um donut — o que mais soa como uma tentativa de aterrorizar crianças em vez de explicar como a doença crônica funciona, de fato.
Somado a este fator fora do tom, os gráficos são tenebrosos, o game possui animações limitadas e a premissa que te leva a enfrentar “comidas vilãs” (justamente as que vemos pessoas comerem felizes no nosso dia-a-dia) é o suficiente para eleger a proposta como uma das piores da plataforma. Se querem educar, isso deve ser feito devidamente e não por “medo”.
7. Space Ace
O jogo Space Ace (1994) adapta a animação, que já não era uma das melhores do planeta, produzida para Laserdisc. O 2D side-scroller coloca todos em uma situação bem complicada no SNES ao somar artes confusas com um gameplay que não ajudará em absolutamente nada os jogadores.
O seu sistema de detecção de colisão é um dos piores já vistos, assim como a dificuldade punitiva fez com que muitos largassem a obra sem pensar duas vezes. Não é algo no nível Battletoads ou até dos soulslikes atuais: é algo que depende de sua memória e, mesmo com seu auxílio, é quase impossível jogar sem morrer de forma injusta.
6. Revolution X
Hoje todos sabemos que um bom jogo de tiro exige não apenas pontaria, mas também a sensibilidade apurada do controle. O que aconteceu quando vimos Revolution X (1994), tão bem executado nos fliperamas com a light gun, chegar ao Super Nintendo com aqueles comandos simplificados? Uma tragédia, para dizer o mínimo.
A movimentação é infame por ser lenta demais na tela, assim como parte das ações sempre acontecem com um certo delay. Além disso, vale notar o design de personagens totalmente aquém da capacidade do hardware e as músicas mal-digitalizadas do Aerosmith. Não é à toa que ninguém morreu de amores por ele nos anos 1990.
5. Bill Laimbeer’s Combat Basketball
O título Bill Laimbeer’s Combat Basketball (1991) mostra um astro do basquete como o protagonista de um campeonato futurista do esporte, cheio de agressividade e brutalidade. Porém, o que mais saiu ferido disso foi o bolso dos jogadores.
A perspectiva top-down sai muito da profundidade que as partidas necessitam, o que impedia muitos até de serem bem-sucedidos em jogadas básicas. Somado aos comandos do controle que não respondiam adequadamente e um visual questionável, ele foi uma das grandes decepções para os fãs do atleta.
4. Mario is Missing!
Antes de Luigi’s Mansion, a Nintendo tentou emplacar o irmão do mascote em Mario is Missing! (1992) — o que não deu nada certo, diga-se de passagem. O jogo educacional leva o herói, ao lado de Yoshi, para dar aulas de geografia para os jogadores enquanto busca por seu familiar.
Os problemas disso são vários: a começar, a companhia vendeu ele como uma aventura inédita e não como um spin-off limitado. Imagina isso nos anos 1990, com todos apaixonados por Super Mario World? Além de uma jogabilidade entediante (não há inimigos ou obstáculos), ele é uma experiência rápida e frustrou muitas crianças naquela época. Sacanagem.
3. Race Drivin’
O Super Nintendo precisava do chip Super FX para rodar bem jogos 3D e todos sabiam disso. E sabe o porquê? Foi por causa de Race Drivin’ (1990), que tentou trazer gráficos “de ponta” sem a tecnologia e mostrou a razão disso ser uma péssima ideia.
Com a taxa de quadros mais baixa que você verá — de apenas 4 FPS —, era impossível controlar os veículos adequadamente e não existia sequer uma trilha sonora para embalar as partidas. Seus modelos mais simples foram a pá que enterrou de vez o gameplay entre os piores do SNES.
2. Bebe’s Kids
Se você não conhece Bebe’s Kids (1994), apenas sinto muito por ser o responsável por mudar isso. Conhecido como um dos piores games de todos os tempos, o beat ‘em up era odiado até mesmo pelos defensores mais ferrenhos da plataforma — o que diz muito sobre a obra.
O tempo de resposta dos comandos era extremamente lento, assim como os movimentos, o que dava a impressão de tudo estar em operação na gravidade zero. Além disso, o design de fases é complexo demais para o gênero, trilha sonora incomoda e era preciso uma quantidade absurda de golpes nos inimigos para derrotá-los, até os mais simples. Uma tragédia.
1. Pit Fighter
Apesar de Bebe’s Kids ser um jogo tenebroso, não há nada que supere Pit Fighter (1990) como um dos piores do Super Nintendo. Em resumo, a obra é praticamente injogável e pode frustrar até mesmo aqueles que buscam experiências difíceis para se desafiar.
Os controles mal respondem, os sprites são pequenos demais para ter uma noção maior de suas ações e ele não possui um sistema de “Continue”. Na prática, quem morre terá de voltar desde o início para seguir tudo de novo — com um sistema extremamente punitivo e frustrante.
As piores pérolas do Super Nintendo
Apesar de elevarmos estes 12 para o ranking, também recomenda-se ficar longe de títulos como The Rocketeer, Rex Ronan: Experimental Surgeon, Terminator 2: Judgment Day, Lester the Unlikely e diversos outros que não mereciam sequer estar entre grandes clássicos.
Entre aqueles que você deve manter distância a todo custo, estão:
- Pit Fighter
- Bebe’s Kids
- Race Drivin’
- Mario is Missing!
- Bill Laimbeer’s Combat Basketball
- Revolution X
- Space Ace
- Captain Novolin
- Batman Forever
- Road Riot 4WD
- Ballz 3D
- Home Alone