5 coisas que a Nintendo não pode mudar no remake de Ocarina of Time
Por Raphael Giannotti • Editado por Jones Oliveira |

Depois de muitos rumores, a Nintendo enfim confirmou o remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time, título lançado originalmente para Nintendo 64 em 1998. Até o momento desta publicação, nenhum detalhe foi revelado, mas o jogo está prometido para 2026, ou seja, aquele que é considerado por muitos o maior game de todos os tempos retornará quase três décadas depois.
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Para a época, Zelda: Ocarina of Time foi inovador, isso é inegável. O jogo trouxe mecânicas usadas até hoje, como a mira no inimigo na hora do combate (FromSoftware agradece), instrumento para tocar como chave, uma aventura memorável sem pegar pelas mãos e mais.
Pensando nisso, o Canaltech lista 5 aspectos de The Legend of Zelda: Ocarina of Time que precisam permanecer no remake.
1. Trilha sonora
Konji Kondo é um gênio. Ele é o responsável pela trilha sonora de duas das maiores franquias da Nintendo: Mario e Zelda. Em Ocarina of Time, no entanto, ele se superou e acabou criando uma das maiores trilhas sonoras de todos os tempos na indústria de games. Isso não é pouca coisa, já que os anos 1990 protagonizaram o nascimento de trilhas nada menos do que excelentes, como Final Fantasy (7 ao 9), Chrono Trigger/Chross, Castlevania: Symphony of the Night, Metal Gear Solid, Donkey Kong, Sonic Adventure, entre muitos outros.
A trilha sonora de Zelda: Ocarina of Time é muito variada. Ela vai desde a emoção da exploração dos campos de Hyrule, pela tensão do Templo das Sombras, até a alegria do mercado do castelo. São quase 80 músicas inteiras, incluindo as menores (como as que tocam na hora de abrir um baú), todas de altíssimo nível. Claro, não dá para esquecer o tema de abertura, aquela que toca no menu principal do jogo e que faz qualquer marmanjo de 30+ anos derramar lágrimas.
2. Templos principais
Esse é um elemento essencial e pouco provável que a Nintendo mude. Algo que inclusive funciona nos jogos recentes, como Breath of the Wild e Tears of the Kingdom. Eles são parte do progresso principal da campanha de Link por Hyrule, cada um com sua recompensa, itens importantes que abrem novos caminhos por lugares que você já andou, como um bom metroidvania.
3. Aventura às cegas
Zelda: Ocarina of Time não pela o jogador pela mão como muitos títulos AAA modernos. Isso foi muito desafiador, mas recompensador ao mesmo tempo. Eu joguei o game nos primeiros meses de lançamento, e na minha limitação de 13 anos de idade (ainda mais lidando com o inglês), tive que recorrer às revistas. Porém esse é um aspecto chave para o jogo.
Não é à toa que Breath of the Wild causou o alvoroço que conhecemos. Depois de guiá-lo para fora da caverna inicial, o jogo simplesmente solta sua mão e o deixa livre para explorar o que quiser sem necessariamente deixá-lo perdido, já que existem algumas poucas dicas sobre a história principal. Elden Ring fez o mesmo anos depois e também foi outro sucesso colossal. Os gamers querem experiências assim.
4. Quest da espada Biggoron
O game original não tem muitas quests opcionais, algo que deve ser mudado no remake, mas estamos aqui falando de características que devem ser mantidas. A missão secundária que garante a espada de Biggoron, a arma mais forte do jogo e que precisa de diversos passos para se chegar até a conclusão da quest, precisa ser mantida. Particularmente, acredito que a forma como ela já funciona está bom, não precisa de mudanças.
5. Túnicas elementais
Os últimos jogos da franquia Zelda permitem Link vestir diferentes armaduras. Esse não é o caso de Ocarina of Time. A túnica de Kokiri verde é muito característico e é a identidade visual do herói da princesa Zelda. Em Ocarina of Time, os dois principais templos elementais, fogo e água, demandam túnicas específicas que garantem habilidades para que os desafios sejam superados, como respirar embaixo d'água e suportar o fogo. Isso não pode ser mudado de jeito algum.
Zelda: Ocarina of Time é um jogo datado, mas ainda é possível jogá-lo razoavelmente bem. Por isso, existem mais coisas que precisam ser adaptadas para os tempos modernos e esse é assunto para outro artigo. Por enquanto, esses são os aspectos que não podem mudar no remake:
- Trilha sonora
- Templos principais
- Aventura às cegas
- Quest da espada Biggoron
- Túnicas temáticas
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