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6 produtoras que tentaram vender fora do Steam e falharam miseravelmente

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Estúdios que falharam fora do Steam
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O Steam domina como a maior e principal plataforma de games no PC. A preferência pelo sistema da Valve por parte dos PC gamers é inquestionável. Inúmeros estúdios preferem publicar seus jogos lá, já que as chances de chamar a atenção dos jogadores são grandes, principalmente no caso de estúdios menores sem muita força para um marketing agressivo.

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Porém existem publishers muito grandes que preferiram não lançar seus jogos no Steam, ou mesmo retirar sua presença da maior plataforma de PC. Como consequência, muitas delas sofreram prejuízos severos. Vamos dar uma olhada nos 6 piores casos.

1. Remedy

Apesar de ser aclamado pela crítica e disputar os principais prêmios de Jogo do Ano em 2023, Alan Wake 2 enfrentou sérios problemas comerciais no PC devido ao contrato de exclusividade com a Epic Games Store, que financiou a produção. O público da plataforma de Gabe Newell hesitou em migrar de loja apenas para jogar a sequência, limitando o alcance do título no PC.

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O resultado financeiro foi amargo para a Remedy. O estúdio demorou quase um ano apenas para recuperar os custos de produção e marketing, acumulando zero lucros de royalties por vários trimestres consecutivos após o lançamento. A decisão provou que a qualidade técnica e narrativa pouco adianta se o jogo for privado da maior vitrine e comunidade ativa do ecossistema de PC.

2. Ubisoft

Anos atrás, a Ubisoft decidiu abandonar o Steam para deixar de pagar a taxa de 30% da Valve, migrando seus grandes lançamentos como The Division 2 e Assassin's Creed Valhalla exclusivamente para a Epic Games Store e seu próprio aplicativo, o Ubisoft Connect. A promessa era forçar os jogadores a adotarem o ecossistema da publisher francesa, aumentando suas margens de lucro por cópia vendida.

A estratégia falhou ao não contabilizar a rejeição do público a múltiplos launchers e a perda de visibilidade orgânica. As vendas no PC estagnaram e grandes lançamentos passaram despercebidos pelo grande público. A humilhação veio anos depois: a Ubisoft retornou ao Steam sob forte pressão financeira, praticamente admitindo que pagar os 30% da Valve sai muito mais barato do que ser invisível no PC.

3. Electronic Arts

Pioneira no movimento de separação do Steam, a EA lançou o Origin em 2011 e retirou gradativamente franquias de peso como Battlefield, The Sims e Mass Effect da loja da Valve. A publisher acreditava que seu catálogo era poderoso o suficiente para sustentar uma plataforma própria de distribuição digital e ditar as regras do mercado no PC.

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Após quase uma década de resistência e constantes reclamações dos usuários sobre a estabilidade e a interface do aplicativo, a EA reconheceu o teto do seu crescimento isolado. Em 2019, a empresa iniciou seu retorno oficial ao Steam, trazendo seus principais jogos de volta. A cartada final veio no lançamento de grandes títulos recentes, que voltaram a priorizar a vitrine do Steam para garantir volume de vendas.

4. Square Enix

A Square Enix insistia em fechar acordos de exclusividade temporária: primeiro com o PlayStation e depois em outras plataformas do PC. Isso provou ser um verdadeiro tiro no pé. Títulos caríssimos como Final Fantasy VII Remake e todos os Kingdom Hearts (que chegaram ao PC primeiro via Epic) e, mais recentemente, Final Fantasy XVI e Rebirth, viram suas curvas de vendas despencarem por estarem fora da maior plataforma de PC no momento em que mais precisava: o lançamento.

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O impacto nas contas da empresa foi direto, resultando em quedas nas ações e nos relatórios financeiros, admitindo que as vendas ficaram "abaixo das expectativas". Diante do prejuízo acumulado por limitar suas principais franquias, a direção da Square Enix anunciou publicamente uma reformulação de negócios: abandonou a estratégia de exclusividade e assumiu um compromisso de lançamentos multiplataforma simultâneos.

5. Take-Two/Gearbox

Em 2019, o anúncio de que Borderlands 3 seria exclusivo da Epic Games Store por seis meses gerou uma reação negativa imediata da comunidade de jogadores de PC. A decisão da Gearbox e da Take-Two de trocar o alcance do Steam por um pagamento adiantado da Epic resultou em um grande movimento de review-bombing contra os títulos anteriores da franquia na loja da Valve.

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Embora o acordo tenha garantido uma injeção rápida de caixa para a publisher, a exclusividade limitou o potencial de engajamento do jogo no lançamento. Quando Borderlands 3 finalmente estreou no Steam meio ano depois, o pico de jogadores simultâneos na plataforma dobrou em questão de dias, evidenciando que uma parcela massiva do público preferiu esperar a exclusividade acabar a ter que comprar fora do Steam.

6. Bethesda

A tentativa da Bethesda de erguer os muros de seu próprio ecossistema com o Bethesda Launcher em 2018 começou com o pé esquerdo. Buscando fugir das comissões do Steam, a empresa forçou títulos como Fallout 76 e Rage 2 a rodarem exclusivamente na sua plataforma. O aplicativo, no entanto, sofria com graves falhas de segurança, erros na destruição e recriação de arquivos e uma experiência de usuário ruim.

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O fracasso técnico somado ao desastre de engajamento de Fallout 76 transformou o launcher em um fardo para a publisher. Em 2022, a Bethesda encerrou oficialmente a plataforma, transferiu as contas, dados de jogos e carteiras de todos os usuários de volta para o Steam, deixando claro o quão desastrosa foi sua decisão.

Atualmente, os maiores casos nesse sentido são de jogos lançados primeiramente na Epic Games Store. O mais recente deles aconteceu com Lords of the Fallen 2, que inicialmente era prometido como exclusivo da dona do Fortnite, mas diante de uma repercussão muito negativa pelos fãs do primeiro jogo, a CI Games voltou atrás e afirmou que o lançamento acontecerá também no Steam.