Preview Resident Evil Requiem | A forma perfeita de celebrar 30 anos da franquia
Por Diego Corumba |

A convite da Capcom, nós do Canaltech pudemos testar algumas horas do novo Resident Evil Requiem — capítulo que celebra os 30 anos de uma das franquias mais bem-sucedidas da indústria de jogos.
- Resident Evil: saiba a ordem certa para jogar e assistir
- 10 melhores jogos feitos por Shinji Mikami, criador de Resident Evil
Sim, já se passaram 3 décadas da incursão na Mansão Spencer e o início do surto de zumbis em Raccoon City. Agora, estamos prestes a ver não apenas uma homenagem a toda sua história, mas também um novo capítulo da nova saga.
E um dos principais acertos é na mistura entre terror e ação. Enquanto Grace percorre os corredores com medo e entre cenas repletas de susto, Leon S. Kennedy está de volta com toda a sua experiência para enfrentar os contaminados de várias formas possíveis, em sequências de pura adrenalina.
A sinergia entre estes dois gameplays distintos brilha bastante e traz o melhor de Resident Evil Requiem à tona. Com muito mistério, a sombra da invasão de Raccoon City e uma nova ameaça, o jogo mostra ao que veio e, se aceita uma recomendação, é bom você estar com seus exames cardíacos em dia.
A prévia de Resident Evil Requiem
Na ocasião, foi permitido jogar 3 trechos da experiência. A primeira, no controle de Leon, pudemos acompanhar o agente da Division of Security Operations (DSO) na sua chegada ao hospital do Dr. Gideon, provavelmente o grande vilão da trama.
Na segunda avançamos dentro do mesmo local, mas por áreas diferentes, pelo ponto de vista de Grace Ashcroft. No trecho final, voltamos à pele de Leon enquanto encara um midboss e traz um curto avanço para a história do jogo.
Não vamos entregar spoilers do que ocorre em sua narrativa, mas o conteúdo é riquíssimo em gameplay. Na 1ª e 3ª sequências, Leon mostra que ainda “segura o tranco” e enfrenta hordas de inimigos sedentos para devorá-lo.
Munido de faca, armas e até com socos e chutes, o herói não descansa um instante e encara diversos problemas — inclusive um infectado doutor com uma motosserra, que trará excelentes lembranças para os fãs da franquia.
Nestes trechos, são perceptíveis as semelhanças com Resident Evil 4. Principalmente com o remake lançado em 2023. Em momento algum tive de me preocupar com munições, quantidade de inimigos ou com a “sobrevivência”. Basta confiar na pancadaria e derrubar o máximo que puder.
Com Grace, a situação se torna mais complexa. Munição e itens são escassos, não há força física para mover grandes obstáculos e ela está amedrontada pela situação. Ela segue padrões semelhantes a Ethan, protagonista de RE7 e RE Village.
A estratégia é simples: Leon é recompensado por encarar os perigos de frente, enquanto ela será por se manter o máximo possível “invisível”. Pode soar uma mudança brusca, mas ocorre de forma muito natural no gameplay e cabe aos jogadores se adaptarem para sobreviver conforme a trama avança.
A pior parte é que ambos os estilos são muito bons. Um agradará os fãs do herói e o modelo de jogo que Resident Evil 4 deu início nos anos 2000. O outro com certeza será melhor para o jogador “old school” e quem se reencontrou na franquia com os 7º e 8º jogos. Se curte os dois, o prato está completo para a diversão.
As ferramentas para sobrevivência
Um dos destaques em Resident Evil Requiem é a possibilidade de alternar, a qualquer momento, entre as câmeras em 1ª e 3ª pessoa. Isso vai de acordo com a preferência de cada pessoa, mas foi um acerto e tanto — principalmente para quem queria ver Leon e Grace durante a aventura e os críticos do estilo adotado nos capítulos mais recentes.
Outro ponto importante é a localização, que estará presente na versão final em seu lançamento no mês de fevereiro. A build que jogamos já estava dublada, com menus em português brasileiro e o trabalho da Capcom nisso continua impecável.
Além de encarar os comandos clássicos para atirar e desferir golpes físicos, os jogadores também verão em Resident Evil Requiem mecânicas de craft. Não basta apenas encontrar itens, misturar alguns compostos pode e vai te ajudar muito durante a experiência.
Se não bastasse revirar todo o território do hospital para encontrar estes compostos, também há um puzzle para que a mistura dê certo e crie o material químico desejado. Isso servirá para diversas ações, como usar um contra-reagente ao vírus que “explode” os contaminados e outros.
Por falar nos quebra-cabeças, eles voltaram com força em Resident Evil Requiem. Há muitos anos eu não sentia a necessidade de anotar padrões ou memorizar combinações de letras e números para avançar — algo que me forçou a ser mais cauteloso e utilizar nesse e em mais de uma vez.
Isso sem falar em clássicos como encontrar uma chave específica para determinada porta ou um conjunto de itens que juntos vão acionar uma passagem secreta. A parte boa é que o mapa ajudará nisso. A ruim é que a dificuldade existe da coleta ao momento em que se luta pela vida para usá-los.
Infecção avançada
Também me surpreendeu bastante o nível dos infectados apresentados em Resident Evil Requiem. Agora os “zumbis” não são apenas seres inconscientes em busca de cérebros para devorar e que servem só para te atacar ou morrerem.
Eles se lembram de sua “vida passada” e continuam a agir em tarefas que executavam antes de se transformarem. Uma delas, no banheiro, continua a limpar os espelhos. Outro estará na cozinha enquanto corta carne. São ecos do que já foram, mas que se tornam um perigo muito maior.
Afinal de contas, como Leon e Grace vão identificar se há outra vítima ali ou se é apenas um “zumbi” que replica palavras ou atitudes de um ser humano? E, principalmente, como você vai distinguir isso nestes momentos? Foi um acerto enorme da Capcom, pois alguns vão realmente confundir a todos.
Me surpreendeu também que até os “mortos-vivos” mais simples podem usar ataques distintos. Uns podem estar munidos de facas, seringas ou outros itens para te atacar, o que vai ser um grande problema — principalmente em momentos em que estiver no controle de Grace e sem munições.
No entanto, o que realmente me fez vibrar no teste de Resident Evil Requiem foi a presença de contaminados que usam ataques sonoros. Este aspecto de eco da vida passada é trazido à tona também por criaturas que cantavam antes da transformação e, com um grito, podem te desestabilizar à distância e acionar os demais na área.
Além disso, não pense que vai encontrar criaturas burras. Os mais simples pulam obstáculos e te seguem por algum tempo, mesmo se te perderem de vista. Os chefões intermediários gritam contra você e farão de tudo para te aniquilar, inclusive te pegar de surpresa como o Nemesis nos bons e velhos tempos.
O começo do fim
Toda a caça pelo Dr. Gideon, confrontos e quebra-cabeças deixaram claro que Resident Evil Requiem busca dois caminhos: abrir um novo capítulo, enquanto celebra os 30 anos da história. Não é à toa que o título levará os fãs de volta para Raccoon City — o lugar em que tudo isso começou.
No teste foi possível se assustar, levantar diversas dúvidas sobre os mistérios apresentados e ter muita diversão conforme avançava dentro do tenebroso hospital. Ainda que traga mais perguntas do que respostas, ele foi o suficiente para me empolgar e esperar pelo lançamento ainda mais ansioso.
Tudo o que você ama está em Resident Evil Requiem, isso podemos te garantir. Tudo o que você vai amar nos próximos games da franquia surgirá aqui do mesmo modo. Seja pelo temor de Grace ou pela coragem de Leon, a trama e o gameplay vão te envolver e criar uma conexão entre passado e futuro.
O jogo será lançado pela Capcom no dia 27 de fevereiro de 2026, com versões para o PlayStation 5, Xbox Series, Nintendo Switch 2 e PCs.
- Faça a pré-venda de Resident Evil Requiem no Mercado Livre
- Faça a pré-venda de Resident Evil Requiem na Amazon
- Faça a pré-venda de Resident Evil Requiem no KaBuM!
Leia também no Canaltech:


