Prévia | Detroit: Become Human e suas incontáveis variáveis

Com a liberação pública da demonstração de Detroit: Become Human na PlayStation Network nesta terça-feira (24), pudemos jogar e testar um pouco do que vem por aí neste que é considerado o projeto mais ambicioso da Quantic Dream. Para aqueles que não foram à Brasil Game Show do ano passado (ou foram, mas não tiveram coragem para enfrentar as filas), onde esta mesma demonstração esteve presente, esta é uma ótima oportunidade para conseguir testar o game.

A demonstração é centrada em apenas um dos três personagens centrais da trama, Connor. O androide, interpretado por Bryan Dechart (da série Jane By Design) é uma espécie de agente especial que serve de assistência a detetives humanos em suas investigações, fornecendo suporte tecnológico com suas habilidades especiais, que consistem em análise a nível molecular em tempo real e um simulador sofisticado que consegue reconstruir eventos passados.

Frio e determinado, ele é enviado para tentar salvar o que restou de uma família, cuja filha está sendo mantida refém no terraço de um prédio. O captor é ninguém menos do que o androide Daniel, que havia sido adquirido para executar tarefas domésticas e acabou se tornando um grande amigo para Emma – a menina que Connor agora precisa salvar.

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Os três protagonistas do game: Connor, Markus (interpretado por Jesse Williams) e Kara (Valorie Curry). (Imagem: PlayStation Blog)

O motivo que teria levado Daniel a matar duas pessoas, ferir mais algumas e fazer Emma de refém foi a descoberta de que ele seria, eventualmente, substituído por um modelo de androide atualizado. Incapaz de aceitar a rejeição e movido por algo equivalente a sentimentos puramente humanos, incluindo revolta, frustração e mágoa, o assistente perde o controle e recorre a medidas extremas, destruindo não apenas um lar (figurativa e literalmente falando), mas também iniciando uma jornada inteira movida pelas seguintes questões: serão as máquinas capazes de sentir emoções e pensar conscientemente também?

Três personagens, uma história e infinitas escolhas

Como eu sei de todas essas informações? Bem, eu investiguei e usei todas as habilidades especiais de Connor a meu favor. Para salvar Emma e abater Daniel, afinal, é preciso pesquisar como, onde, quando e por quê esses terríveis fatos se sucederam. Apesar de o jogador ter pouco tempo para vasculhar a residência da família em perigo e coletar o máximo de informações possíveis sobre o caso, é necessário executar essa tarefa, pois só assim a missão terá mais chances de dar certo. Toda informação levantada é importante, e pode mudar o rumo da abordagem quando o consultor de polícia chegar ao terraço para confrontar o deviant e (tentar) salvar a menina.

Por final, ênfase no tentar, pois mesmo conseguindo todas as informações disponíveis que estão espalhadas pela casa, ainda assim é possível que as respostas dadas à Daniel durante a conversa diminuam a probabilidade de sucesso da missão. Tudo depende de como você executa suas ações e, especialmente, a maneira como responde ao infrator.

O Tenente Hank Anderson, um detetive alcoólatra que odeia androides, será o verdadeiro desafio de Connor durante o game, uma vez que eles serão obrigados a colaborar um com o outro. (Imagem: PlayStation Blog)

Ao final da demonstração, salvando Emma ou não, ou até mesmo sacrificando Connor ou não, o jogador pode ver um diorama de todas as informações encontradas, ações relevantes (ou secretas) e abordagens feitas contra o alvo. Existe, inclusive, a possibilidade de voltar de um ponto da versão de testes para tentar fazer escolhas diferentes e assim ver outro resultado para a missão.

A teia de possibilidade parece grandiosa e complexa, e dá margem para muitos caminhos e desfechos. De acordo com a Quantic Dream em reportagens, no jogo principal, mesmo que algum personagem importante morra a qualquer momento da aventura, a história prosseguirá de qualquer forma – bem semelhante ao que acontece em outros títulos da desenvolvedora, tais como Heavy Rain e Beyond: Two Souls, o que poderá aumentar ainda mais o fator replay do título.

Novidades na versão de testes

A demonstração que está disponível mostra apenas a aventura de Connor, que é um tanto quanto curta mesmo com os inúmeros caminhos e finais para a sua missão. Assim sendo, a jogatina dura cerca de trinta minutos. Como esta versão de testes é a mesma build e já foi mostrada em outros eventos, sem grandes diferenças em sua narrativa ou acontecimentos, fica a dúvida: será que a Sony irá disponibilizar outras demos com os demais personagens principais ao longo das próximas semanas? Vamos ficar de olho.

Inclusive, diferente da demonstração mostrada na BGS, a versão disponibilizada ao público oferece mais tempo do que o esperado para investigarmos o apartamento. Outra mudança é que, quando nos dirigimos ao terraço para confrontar o deviant, um dos policiais que estavam à espreita acaba sendo baleado. Tirando esses detalhes, todo o restante permanece inalterado.

Contudo, para os brasileiros, existe uma novidade bastante significante: a demonstração serve para confirmar que Detroit: Become Human chegará totalmente localizado em português, isto é, com legendas e dublagem brasileira. O título é exclusivo para PlayStation 4 e está previsto para chegar daqui a exatamente um mês: 25 de maio.

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