Detroit: Become Human recebe novos trailers focados em cada um dos personagens

Por Jessica Pinheiro | 23 de Março de 2018 às 12h26
Sony

A Sony liberou nesta sexta-feira (23) mais uma prévia de um de seus jogos mais ambiciosos e aguardados para este ano. Desenvolvido pela Quantic Dream aos moldes de seus grandes clássicos, Detroit: Become Human apresenta um cenário futurista onde androides convivem em sociedade com os humanos. Os três personagens principais da história, por sinal, também são máquinas humanoides, e os trailers que foram liberados são focados em cada um deles.

Em uma publicação oficial no PlayStation Blog, David Cage, designer e escritor do game, abre o coração e conta algumas curiosidades do processo criativo do game. De acordo com ele, “muitas histórias extraordinárias já foram contadas sobre androides, seja na literatura, filmes ou televisão. Mas, após trabalhar no vídeo curto de Kara, eu sabia que a história que queria contar seria diferente”.

O diretor e escritor fala que a primeira decisão foi optar por contar a narrativa pelo ponto de vista dos androides desta vez, ao invés dos humanos. A ideia é mostrar o outro lado dos eventos ao invés da inteligência artificial vilanizada, retratada como a entidade que quer destruir a humanidade boazinha. “Preferi um ângulo um pouco diferente: minha história falaria sobre uma humanidade em declínio; egoísta, dependente da tecnologia, preocupada apenas com conforto. Oposto a isso, [há] a nova e inteligente espécie que foi criada, que descobre o mundo, sente emoções e pede apenas para viver”, explica Cage.

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Os androides do game foram baseados em astros da vida real. A modelo de captura de Kara é a atriz Valorie Curry, da série Veronica Mars; enquanto que Connor (foto) é interpretado por Bryan Dechart, que apareceu em Jane By Design. Por fim, quem faz o personagem Markus é Jesse Williams, de Grey’s Anatomy. (Imagem: PlayStation Blog)

A história que Cage quer contar para os jogadores é uma visão do futuro, que, segundo ele, levantará questões sobre como os humanos irão reagir quando as máquinas se tornarem mais inteligentes e mostrarem sinais de consciência própria. Indo além, ele questiona uma das temáticas mais relevantes que circundam a robótica e a inteligência artificial atualmente: “a consciência é uma questão de poder de computação ou é algo mais?”

Três personagens diferentes, uma única história

Para abordar tantas questões polêmicas, outra decisão que Cage tomou foi a de construir três personagens distintos para contar a sua história – uma decisão acertada, em vista de que isso ampliará os horizontes e não deixará nada muito massivo (ou assim espera-se), além de expandir o universo e dar uma camada própria de emoção para as aventuras.

Esta não é a primeira vez que Cage trabalha com múltiplas narrativas em um único jogo. Desde Nomad Soul, lançado em 1999, passando por Farenheit de 2005 e por Heavy Rain de 2010. Beyond: Two Souls, outro de seus sucessos, foi a única bala fora da curva, onde ele trabalhou bem menos com diferentes pontos de vista ao longo do game.

“É uma forma de escrever complexa e empolgante: permite que o jogador sinta-se no lugar de vários protagonistas ao mesmo tempo para contar histórias independentes que se encontram, se colidem, se misturam e, acima de tudo, contam uma narrativa central de uma forma única”, afirma Cage. Esse tipo de abordagem foi originalmente retratada na literatura com obras como The Canterbury Tales, de Geoffrey Chaucer, e mais recentemente a franquia As Crônicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin.

Para cada um dos personagens de Detroit: Become Human, a concepção foi elevada ao máximo, de modo a diferenciá-los de todas as formas possíveis. Isso significa que os androides que protagonizam o game não apenas possuem personalidades e objetivos diferentes, mas também recebem estilos musicais radicalmente distintos com canções criadas por três compositores diferentes. Os sentimentos em torno de Connor, Kara e Markus também são retratadas de maneira adversa, bem como a cinematografia em torno deles.

CONNOR – RK800

Este protótipo criado pela CyberLife tem como objetivo inicial oferecer assistência a detetives humanos em suas investigações, fornecendo suporte tecnológico. Connor vem equipado com um módulo social especialmente desenvolvido para torná-lo o “parceiro ideal”, capaz de se adaptar a qualquer equipe. Além disso, ele também possui uma série de características especiais, tais como um analisador a nível molecular em tempo real e um simulador sofisticado que consegue reconstruir eventos passados.

Connor é descrito como excepcionalmente frio e determinado, capaz de fazer o que for preciso para executar sua missão de maneira bem-sucedida. E apesar de já ter passado por testes anteriormente, ele enfrenta seu verdadeiro desafio quando é enviado para se juntar ao Tenente Hank Anderson, um detetive alcoólatra que odeia androides. Para conseguir descobrir a verdade sobre os androides fugitivos, Connor precisará fazer isso de seu módulo de psicologia, a fim de conquistar seu novo parceiro.

MARKUS – RK200

Este androide pertence ao famoso pintor Carl Manfred, descrito como um homem velho que não consegue mais andar. A relação entre o criador e a máquina evoluiu ao ponto de se tornar fraternal, e Carl passou a tratar Markus como se fosse um humano, repassando ao androide diversos ensinamentos, incluindo música, literatura, dentre outros. Quem não gosta dessa situação é o filho biológico do artista, Leo.

Todavia, esta é apenas a origem da jornada de Markus, já que ele logo se torna um líder revolucionário para os androides, lutando pela causa deles e tendo de lidar com desavenças entre facções, enfrentar dilemas insolúveis e escolhas morais, bem como sacrifícios. O jogador poderá escolher um caminho entre a violência e o pacifismo, que levará Markus a reescrever a história de seu povo, liderando-os para a liberdade ou para a destruição.

KARA – AX400

A última dos protagonistas de Detroit: Become Human é uma assistente doméstica criada pela CyberLife; um modelo comum que foi desenvolvido para executar as tarefas do lar e cuidar de crianças pequenas. Esta série de androides consegue falar 300 línguas diferentes, cozinhar mais de 9.000 pratos típicos e ainda ajudar crianças com suas lições de casa, além de brincar com elas.

Cage explica que Kara “é propriedade de um ex-motorista de táxi desempregado chamado Todd Williams, um personagem estranho e imprevisível. Ele é o pai de uma garota chamada Alice”, e é a partir da tarefa de cuidar desta criança que a complexa trama da androide se desenrolará, pois nada é seguro ao lado de Todd, e elas precisarão, juntas, fugir. Após tornarem-se fugitivas, ambas descobrirão que o mundo lá fora está vivendo em caos, e terão de lidar com seus próprios sentimentos, além de encontros com situações e pessoas adversas.

Tudo que resta é aguardar

No controle de três personagens com histórias tão diferentes, o jogador precisará enfrentar decisões que colocarão os destinos de seus personagens em risco. Isso sem contar as consequências que cada uma das escolhas trará, e o que se desencadeará a partir disso. Cada um destes dilemas impactará toda a narrativa de alguma forma, e sabe-se que, caso algum personagem morra no game, a história continuará de qualquer jeito. Espera-se ainda que o curso dos eventos colocará Connor, Kara e Markus juntos em algum momento.

A data de lançamento de Detroit: Become Human já havia sido anunciada anteriormente: o game chegará em 25 de maio de 2018 e é exclusivo para PlayStation 4.

Fonte: PlayStation Blog

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