Os 5 PIORES jogos que a Rockstar já fez

Os 5 PIORES jogos que a Rockstar já fez

Por Rafael Arbulu | 09 de Maio de 2020 às 10h10
Rockstar

Nomear um ranking de jogos da Rockstar Games é uma tarefa no mínimo ingrata, tanto para os melhores títulos da publisher, como para os piores. A razão para isso é a mais simples possível: a Rockstar raramente erra. E quando erra, erra de forma passável, de uma maneira que os pontos fracos do jogo acabam suplantados por qualidades em outros pilares.

Essa competência e empenho pela qualidade vêm de ampla experiência, claro. Mas mesmo no caso de uma empresa que lançou jogos tão magníficos que definiram não apenas as gerações e plataformas onde chegaram, mas também gêneros inteiros, ainda é possível encontrar aquele plantel de vergonhas, que a empresa gostaria, muito mesmo, de trancar em uma caixinha de metal, fechar tudo com correntes e cadeados, para atirar no mar e nunca mais ter que pensar nelas.

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Conheça, então, os 5 piores jogos que a Rockstar já fez.

5. Surfing H3O

Meu Jesus Amado, por onde começar? Ok, digamos que você queira pegar carona no sucesso de Tony Hawk’s Pro Skater, mas levando a ação das manobras e competições de prancha para o universo do surf. Bom, é isso que Surfing H30 significa: é um jogo onde você... surfa... e não muito mais. Fazendo justiça à Rockstar, é importante citar dois detalhes: o primeiro é que a empresa apenas produziu o jogo para o Ocidente, com o desenvolvimento sendo responsabilidade de um estúdio japonês pouco conhecido, chamado Opus Corp, que só é lembrado pelos jogos do UFC no PlayStation 2 (e que são tão ruins quanto). O segundo é que a Rockstar, naquela época, era uma empresa completamente diferente, já que ainda não veríamos os titânicos sucessos de GTA III e Red Dead Redemption por mais um tempinho.

A comparação com as pranchas de rodinhas da Activision não é à toa: a essência de ambos é a mesma — criar um ambiente competitivo com foco no realismo e usando personalidades famosas do esporte. No caso de Surfing H30, faltou essa última parte. O jogo tinha personagens bem genéricos, apenas dois modos de jogo (para um e dois jogadores) e jogabilidade confusa, com o jogador tendo de fazer manobras enquanto passava por certas boias na água, mas os controles não funcionavam e os gráficos tinham quedas absurdas de qualidade. Enfim, uma peça rara para que você não procure ter na coleção.

4. Smuggler's Run

Smuggler’s Run era um jogo em que você encarnava um motorista incumbido de levar cargas não tão bem quistas pela lei, em um ambiente semiaberto que trazia um sistema de física até interessante, mas acabou caindo por terra ao entregar missões incrivelmente repetitivas, pouca variedade de carros e uma mecânica de jogo que não parecia encaixar direito nem nos modos de um jogador, tampouco no multiplayer.

Nem tudo foi ruim aqui, porém: o jogo rendeu uma sequência — Smuggler’s Run 2 — que aprimorou alguns detalhes do seu predecessor e, juntos, ambos os jogos serviram como base para as partes automobilísticas de Grand Theft Auto. O atual GTA Online, inclusive, prestou homenagem ao jogo ao instituir uma expansão com este nome para o jogo multiplayer, implementando helicópteros e aviões no plantel de veículos pilotáveis.

3. The Italian Job

The Italian Job é o nome de um ótimo filme britânico de 1969 que contou com um remake pavoroso em 2003 (apesar do elenco estelar com Mark Wahlberg, Donald Sutherland e Jason Statham). O jogo da Rockstar é mix entre os dois títulos, mas que não faz justiça a nenhum deles.

Não sabemos nem apontar o que era pior nesse jogo: The Italian Job era fragmentado em vários pequenos modos de jogo que tentavam enganar o usuário, fazendo-o pensar que havia muito conteúdo. Além de isso ser uma bela falácia, o pouco conteúdo que havia aqui era bem ruim.

A única ressalva é o modo para um jogador, que se apoia na história dos filmes para entregar uma experiência que lhe permite protagonizar o que provavelmente nem viu nos cinemas. Ainda assim, era pouco para que fosse salvo.

2. Beaterator

Entrando na seara do “tinha tudo para ser, mas não foi”, Beaterator teve sua concepção justamente quando os jogos musicais como Guitar Hero e Rock Band estavam em alta. Entretanto, enquanto estes inauguraram as guitarras de plástico no PlayStation 2, Beaterator tentou se valer do PSP e o detestável PSP Go para dar um passo além, permitindo que você gravasse seus próprios samples musicais, exportando-os para o computador — literalmente sendo um DJ amador.

O problema: você já viu composições feitas por DJs? Um aparato mínimo para essa finalidade é uma mesa de som com vários canais de áudio — algo que nenhum dos portáteis da Sony conseguiria entregar. O resultado foi um jogo de conceito bastante abrangente tendo suas capacidades minimizadas pela falta de profundidade de controles dos consoles portáteis. Ao final do dia, o mal de Beaterator foi o fato de não existirem botões suficientes nos consoles para tudo o que ele poderia fazer.

1. Midnight Club

O primeiro jogo de uma minifranquia de relativo sucesso no ramo das corridas é, também, o “melhor dos piores” no caso da Rockstar Games. Midnight Club teve o infortúnio de ser lançado em uma época em que o público estava mais empolgado com jogos como Burnout e Need for Speed, mas mesmo assim conseguiu encontrar o seu nicho ao introduzir elementos de customização de automóveis, já que, mais ou menos no mesmo período, os primeiros filmes da franquia Velozes e Furiosos estavam em alta.

Posteriormente, a ideia de car tuning foi abandonada por apresentações mais palatáveis, que apostaram em introduções narrativas para os jogos de corrida e efetivamente tirando o “neon” do assoalho dos jogos de corrida, deixando esse título para trás. Adicione a isso uma jogabilidade impressiva e gráficos bem aquém do esperado para o PlayStation 2, e você tem um jogo que não ficou na memória de tanta gente assim. Suas sequências, porém, fizeram enorme sucesso e até hoje são alvo de colecionadores e pirateiros que usam emuladores para jogos antigos.

Ufa... conseguiu tolerar isso tudo?

Nem só de louros e vitórias vive uma empresa no mercado mundial de jogos — mesmo que ela seja a sempre competente Rockstar Games. Percalços dos mais variados sempre vão aparecer aqui e ali, o que nos leva a passar o joystick para você, caro leitor.

Tem algum jogo da Rockstar que você ache que deveria estar nessa lista? Vale até os títulos mais bem-sucedidos: de repente GTA V não lhe agradou, então queremos saber o porquê. Conte para nós nos comentários abaixo!

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