8 piores jogos exclusivos do Xbox em cada geração
Por Gabriel Cavalheiro • Editado por Jones Oliveira |

Apesar da péssima imagem pública, o Xbox vem colecionando jogos de qualidade nos últimos anos. A line-up planejada para 2026, com Halo, Gears, Forza Horizon e Fable, promete ser uma das melhores temporadas para a marca em 25 anos.
Apesar dos grandes títulos, os consoles Xbox não ficaram isentos de receber jogos péssimos, como qualquer outro sistema por aí. Uma das melhores formas de descobrir quais jogos são realmente odiados é acompanhar as análises da crítica.
O sistema de notas de agregadores como o Metacritic pode não ser muito confiável em vários casos, mas normalmente acerta quando encaramos verdadeiras bombas como MindsEye e The Lord of the Rings: Gollum.
Pensando nisso, o Canaltech reuniu os piores jogos de cada geração do Xbox. A ideia é separar os títulos exclusivos de console mais mal avaliados de cada sistema de jogo da Microsoft.
8. Drake of the 99 Dragons
O Xbox Original foi o hardware que lançou a Microsoft de vez na indústria dos games. O console ficou marcado por superar o sistema de sexta geração da gigante Nintendo e por grandes franquias, como Halo e Fable. Porém, nem tudo nessa estreia positiva do Xbox são flores.
Dois anos após a chegada do console, surgiu Drake of the 99 Dragons, que, apesar de sua história tida como criativa por alguns, inspirada em quadrinhos e super-heróis, falha em todos os outros aspectos. O jogo de ação em terceira pessoa decepciona nos gráficos em cel-shading malfeitos, na jogabilidade dura com animações ruins e em uma câmera pior ainda. O título chegou em uma época em que lançar jogos quebrados não era uma opção; ou seja: nada de atualização day one, expansão ou qualquer coisa do tipo.
7. Pulse Racer
Em 2002, Pulse Racer chegava às prateleiras de varejistas da América do Norte, e provavelmente os discos ficaram por lá por um bom tempo. O jogo desenvolvido e publicado pela Jaleco tenta entrar no gênero de corrida de kart, mas é decepcionante nos principais aspectos que constituem o gênero.
Apesar disso, há uma mecânica em especial que é bem diferente do que tínhamos visto até então: todos os corredores estão de alguma forma ligados ao carro. Quanto mais usamos o turbo, mais rápido o coração do piloto bate. Se exagerar, o jogador tem um ataque cardíaco. Felizmente, os carros em Pulse Racer têm um desfibrilador embutido, permitindo que você retorne à corrida com um choque. Com sua péssima dirigibilidade, falsa sensação de velocidade e IA embaraçosa, o game conquistou apenas 24 pontos de 100 no Metacritic.
6. Yaris
Apesar de hoje estarem quase extintos, os advergames eram bem populares até a sétima geração de consoles. Eles nunca foram exatamente bem-recebidos; muito pelo contrário. Para quem não conhece, os advergames são basicamente jogos licenciados de empresas fora da indústria que querem promover suas marcas. Um dos casos mais famosos é o Pepsiman, lembrado com nostalgia por jogadores que tinham um PS1.
Apesar de exemplos bons aqui e ali, via de regra, advergames são verdadeiras bombas sem alma, e Yaris está aí para provar isso. Lançado de forma gratuita no Xbox 360 via Xbox Live Arcade, o jogo parte de um licenciamento da fabricante Toyota. Nele, você controla um carro da linha de subcompactos Yaris, que possui uma garra de prensa útil para destruir inimigos em um estilo de corrida em tubo. Para quem conhece shoot 'em ups, lembra muito os tube shooters. Yaris conquistou um feito e tanto ao se tornar um dos jogos mais mal avaliados do Metacritic de todos os tempos, com média 17/100.
5. Double Dragon II: Wander of the Dragons
Outro jogo do Xbox Live Arcade que não agradou nem à crítica nem aos jogadores foi Double Dragon II: Wander of the Dragons. A verdade é que o gênero beat 'em up passou por poucas e boas na transição do 2D para o 3D no fim dos anos 90. As desenvolvedoras ficaram um pouco perdidas em como levar o estilo para as três dimensões, o que gerou uma queda de popularidade brusca. Mais recentemente, esse tipo de jogo tem voltado com tudo com TMNT: Shredder’s Revenge e Absolover, entre outros.
Double Dragon foi uma das franquias que mais apanhou neste contexto. Os donos da IP tentaram reviver a série inúmeras vezes para trazer à tona a era de ouro da marca. Wander of the Dragons foi uma dessas tentativas, afinal, trata-se de um remake do segundo jogo da franquia. A crítica ressaltou o quanto o título era injogável e uma das piores obras já feitas na história. O mais louco de tudo é que ele foi desenvolvido pela Gravity, amplamente conhecida por Ragnarok Online.
4. Fighter Within
Apesar de seu sucesso na sétima geração, o Kinect foi uma verdadeira pedra no sapato do Xbox One. O acessório foi considerado por muitos como um dos maiores tropeços da marca, que tentava a todo custo empurrá-lo goela abaixo dos consumidores. Não por acaso, o jogo mais mal avaliado do Xbox One é, na verdade, do Kinect.
Estamos falando de Fighter Within, publicado pela Ubisoft. Controles imprecisos, interface de usuário confusa, história ruim e personagens sem um pingo de carisma ou criatividade definem a experiência. O jogo foi a prova de que o Kinect tinha perdido a força e conquistou apenas 24 de metascore.
3. Soda Drinker Pro
Soda Drinker Pro é uma paródia da indústria de jogos na época em que foi lançado, em 2016, com várias referências e elementos da internet. Com gráficos dignos do Paint, o jogo tinha como objetivo tornar a ação de beber refrigerante e perambular por um pequeno espaço cúbico algo divertido, mas essa “diversão” acaba em poucos minutos.
Embora seja uma espécie de tiro que saiu pela culatra (provavelmente de propósito), o título conta com um jogo dentro de um dos seus bizarros níveis. Vivian Clark é uma coletânea de minigames absurdos que, assim como o jogo principal, tem como objetivo ser cômico.
2. CrossFire X
O ano de 2022 foi bem fraco pelo lado verde da força. Apesar de recebermos o aclamado Pentiment, nada de muito grande saiu naquele ano, o que levou até mesmo Phil Spencer a falar em público sobre os poucos lançamentos da marca. Para ajudar a definir o ano como o pior do Xbox Series no quesito first-party, CrossFire X deixou um rombo ainda maior.
Desenvolvido pela Remedy Entertainment — sim, a mesma produtora de Alan Wake e Control —, CrossFire X é um FPS feito de um monte de retalhos mal produzidos e uma chuva de microtransações no multiplayer. O jogo passou por todos os problemas imagináveis: servidores, animações e gunfight; tudo era uma verdadeira bomba. Não à toa, é o exclusivo mais mal avaliado do Xbox Series, conquistando 38 de 100 no Metacritic.
1. Redfall
Redfall foi, sem dúvidas, a maior decepção de todos na geração do Xbox Series. O jogo, desenvolvido pela Arkane Austin, gerou uma enorme expectativa na comunidade, principalmente por estarmos falando da mesma produtora de Prey.
O lançamento foi marcado por diversos problemas técnicos, jogabilidade repetitiva e missões sem alma. O jogo é o maior fracasso do Xbox em termos de lançamentos first-party. Além da crítica pesada, o título falhou comercialmente e resultou no fechamento da Arkane Austin junto à Tango Gameworks (que, em contrapartida, fez um sucesso estrondoso com Hi-Fi RUSH no mesmo ano).
Estes são os 8 piores jogos exclusivos do Xbox em cada geração:
- Redfall;
- CrossFire X;
- Soda Drinker Pro;
- Fighter Within;
- Double Dragon II: Wander of the Dragons;
- Yaris;
- Pulse Racer;
- Drake of the 99 Dragons.
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