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Nintendo: Aumento no preço do Switch 2 não basta para cobrir custos de produção

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Divulgação/Nintendo
Divulgação/Nintendo

Depois de revelar que o Switch 2 ficará mais caro, a Nintendo assume que essa estratégia sozinha não dará conta de seu console híbrido. De acordo com o presidente da companhia, Shuntaro Furukawa, “o acréscimo não cobre o aumento nos custos”. 

O executivo espera que os próximos lançamentos produzidos pelos seus estúdios vendam bem, só assim eles conseguirão cobrir a diferença de preço. Para ele, é isso o que vai estimular a aquisição do hardware, apesar de seu investimento mais elevado no mercado.

“Vamos preparar uma linha robusta de softwares para aprimorar o valor de ter um Switch 2. Vamos trabalhar de forma incansável para superar esta barreira”, afirmou Furukawa durante divulgação do relatório financeiro da companhia.
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Em outras palavras, ele aponta que o aumento de US$ 50 por console ainda não é o suficiente para terem lucros. Porém, a empresa não quis arriscar a alta popularidade do videogame e resolveu apostar que o catálogo vai convencer o público a comprá-lo. 

“Pedimos nossas mais sinceras desculpas aos consumidores, pela inconveniência considerável e problemas que isso causará. Enquanto queremos priorizar uma adoção ampla, é desafiador segurar os custos crescentes por um longo período”, reafirmou o presidente da Nintendo.

Vale notar que o videogame, de US$ 450, saltará para US$ 500 a partir de setembro de 2026. Não foi revelado qual será o novo preço de venda do Switch 2 no Brasil, mas, se levarmos em conta que veremos acréscimos ao redor do planeta, podemos esperar que as mudanças também serão aplicadas em nosso mercado. 

Nintendo e acionistas não entram em acordo

Mesmo ao anunciar o aumento, algo que os acionistas pediram e pressionaram a companhia para ser realizado, a relação entre os dois lados continua abalada. As ações da Big N na bolsa de valores caíram em 8% nesta segunda-feira (11) e a derrubou para a posição mais baixa desde 2024.  

Isso se deve ao movimento de reduzir a expectativa no número de vendas para o ano-fiscal de 2027. Com a etiqueta alterada, eles não estão confiantes que manterão o ritmo de recordes e os investidores perceberam que talvez os lucros não atinjam suas expectativas dentro dos próximos meses.

Nesta indústria, o mesmo ocorreu com outras fabricantes: apesar da Sony ter arrecadado mais dinheiro com games e serviços, por exemplo, ela registrou números menores de hardware no trimestre pós-aumento. Ainda assim, o mercado não “perdoa” o temor da casa do Mario, Donkey Kong e outras marcas famosas.

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Além de ter Pokémon Pokopia em março, está previsto o lançamento do novo Star Fox para junho e um capítulo inédito da franquia Fire Emblem até o fim de 2026. No entanto, muitos acreditam que ainda falta um “system seller” como Super Mario Bros. ou um jogo da franquia principal de Pokémon (que está previsto para ser lançado apenas em 2027). 

E afinal de contas, porque a Nintendo deixou Star Fox parado por tanto tempo? Confira a razão pela qual Fox McCloud demorou a voltar para os videogames domésticos.