Diretor de Xbox quer games acessíveis a todos — até para quem nunca jogou

Diretor de Xbox quer games acessíveis a todos — até para quem nunca jogou

Por Felipe Demartini | Editado por Bruna Penilhas | 16 de Agosto de 2021 às 18h34

Tornar os videogames mais acessíveis a todos é uma das ambições da marca Xbox na atual geração de consoles. E para o diretor do segmento, Phil Spencer, o principal caminho para isso é garantir que os títulos estejam disponíveis a todos, independente do poder aquisitivo, dispositivo que possuem ou até mesmo da habilidade ou experiência anterior com os jogos.

Algumas destas iniciativas já estão em andamento, como o Game Pass, que dá acesso a uma biblioteca de centenas de jogos por uma assinatura única, o xCloud, ainda em fase de testes, que vai permitir rodar games de Xbox em celulares, PCs e até televisores inteligentes. Estar em todos os lugares, para Spencer, é o caminho para expandir um segmento que já atinge quase metade da população global, com mais de três bilhões de jogadores em todo o mundo — é muito, mas também, uma demonstração de amplo espaço de crescimento.

Um dos caminhos para o diretor é tornar os títulos mais palatáveis para quem nunca encostou em um joystick. O executivo, em entrevista ao site GamesRadar, vê sucessos como Among Us como um exemplo de que jogos abrangentes podem ser um grande fator de crescimento, enquanto toma nota da facilidade de outras mídias como o cinema ou a literatura. A ideia é que os games cheguem ao mesmo patamar, em que qualquer pessoa interessada, simplesmente, possa jogar.

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Isso passa pela disponibilidade de títulos e aplicativos em diferentes plataformas, o que inclui, também, consoles da concorrência. Spencer foi discreto ao falar dos rumores de um app de Xbox no Nintendo Switch, indicando que a indústria precisa amadurecer um pouco. Esse caminho, entretanto, já foi iniciado. Minecraft é um exemplo de título que encurta as barreiras entre plataformas, não apenas por estar disponível em diferentes sistemas, mas também ao permitir que os usuários se conectem e joguem entre si.

Para Phil Spencer, os jogos devem estar em todas as plataformas e lugares para atender jogadores que nunca encostaram em um joystick na vida (Imagem: Captura de tela/Wagner Wakka/Canaltech)

Enquanto o que chama de plataformas “fechadas” permanecem como tal, Spencer enxerga amplo espaço para desenvolvimento em outros campos, como PC, mobile e web, que afirma serem o foco atual da Microsoft em sua estratégia para jogos. O objetivo final, afirma, é estar em todos os lugares com uma experiência completa. A marca Xbox passaria a ser um meio para isso e não um fim, enquanto plataforma.

Variedade

No papo, Spencer também falou sobre precificação e, mais especificamente, sobre a relação entre o valor cobrado por jogos e o retorno do total investido em desenvolvimento a partir de plataformas mais baratas, como o Game Pass. O executivo considera alto o preço de US$ 70 cobrado nos EUA por lançamentos, principalmente em relação a mídias como cinema e streaming, mas também não vê um futuro free-to-play como solução.

Para ele, a diversidade de modelos de negócios na indústria de games também é um fator considerável, com grandes blockbusters que justificam o valor pago, enquanto iniciativas menores também funcionam bem. Na visão do executivo, essa também é uma característica que se encaixa com as outras, traz mais acessibilidade para o ecossistema e faz com que jogadores de diferentes idades, poderes aquisitivos, experiências e características se interessem pelos games.

Não há um modelo de negócio para dominar, como ele próprio afirma na entrevista, mas a ideia é, sim, criar um guarda-chuva sob o qual todos possam estar. Enquanto Spencer deixa claro que ainda há um caminho a ser seguido até esse ideal, o executivo e a Microsoft deixam claro que já o trilham e não pretendem parar.

Fonte: GamesRadar

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