Publicidade

Computador que levou o Homem à Lua era mais fraco que um Nintendinho

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

Compartilhe:
Henristosch/Domínio Público
Henristosch/Domínio Público

É comum ver, em listas de factoides e curiosidades da tecnologia, a afirmação de que o computador de bordo da Apollo 11, espaçonave responsável por levar o ser humano à Lua, tem menos capacidade de processamento que uma calculadora comum. Mas qual era, realmente, o poder de cálculo da máquina?

É verdade que a tecnologia evolui muito rapidamente e ultrapassou o Apollo Guidance Computer (AGC) com facilidade: em 2025, comemorou-se o 60º aniversário da Lei de Moore, que afirma que o poder de processamento dos computadores dobraria a cada 18 meses. Vamos a alguns dados que podem ajudar a dimensionar essa evolução.

Qual era a capacidade da CPU da Apollo 11?

Canaltech
O Canaltech está no WhatsApp!Entre no canal e acompanhe notícias e dicas de tecnologia
Continua após a publicidade

Para colocar em perspectiva, vamos observar o poder de processamento do AGC, dos anos 1960: o computador de bordo tinha 2 MHz reservados ao processamento central, e 4 KB de memória RAM. Comparativamente, o Nintendo Entertainment System (NES), famoso Nintendinho, de 1983, tem 1,8 MHz e 2 KB de RAM. Dois desses videogames já batem e até ultrapassam levemente a capacidade do AGC.

Já o PlayStation 1, de 1994, opera com uma CPU R3000 de 32 bits e processamento a 33 MHz, com memória RAM de 2 MB. Em questão de processamento, o PS1 é 16,5 vezes mais potente que o AGC, e possui 512 vezes mais memória.

Atualmente, até mesmo smartphones são exponencialmente mais potentes: o iPhone 17 Pro carrega 12 GB de RAM, mais de 3 milhões de vezes mais do que o AGC. O Samsung Galaxy S25, com seus 4,47 GHz de processamento, é duas mil vezes mais potente.

O computador de bordo da Apollo 11, além disso, pesava 32 kg e tinha o tamanho de um gabinete moderno de PC: a miniaturização dos chips e da tecnologia como um todo também ultrapassou o AGC.

Vale apontar, no entanto, que ele tinha uma função bem específica: calcular trajetórias espaciais e enviar os dados por telemetria para a Terra, e nada mais do que isso. Foi mais do que o suficiente para fazer história.

Fonte:  Experts Exchange