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CEO da Epic Games alfineta práticas “predatórias” do Steam

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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O CEO da Epic Games, Tim Sweeney, foi às redes sociais na última quinta-feira (29) para alfinetar as práticas de mercado do Steam. Para ele, o problema da plataforma não está apenas nos 30% cobrados sobre as compras, mas também nas regras para pagamentos que eles utilizam.

De acordo com o executivo, o fato de a loja digital da Valve impedir que usuários comprem itens cosméticos e DLCs por vias alternativas se tornou o gargalo. Qualquer transação passa diretamente pela companhia e tem de ser aplicada a taxa costumeira de quase 1/3 do valor total.

Como isso funciona? Se você adquire uma expansão de R$ 100, por exemplo, o estúdio que produziu o conteúdo não receberá este valor. O Steam “come” R$ 30 e a desenvolvedora recebe R$ 70. E é isto que incomoda o presidente da Epic Games dentro do mercado.

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Para Sweeney, isto é similar ao que enfrentaram judicialmente contra a Apple e Google para mudar nas plataformas mobile. Tanto os aplicativos da App Store quanto da Play Store não permitiam que Fortnite direcionasse o público para comprar seus itens diretamente da Epic Games. 

“Apple e Google fizeram o mesmo, até que a Justiça explicitamente identificou esta prática como ilegal. Agora eles não fazem mais”, afirmou o executivo.

Para o CEO da Epic Games, não tem problema cobrar uma taxa para vender um jogo. Porém, acha injusto manter a porcentagem para futuras compras in-game. Ele diz que é como adquirir um carro e ser forçado a dar à concessionária 30% a cada vez que coloca gasolina. 

Epic Games se move contra o Steam?

Tim Sweeney sempre reclamou das práticas do Steam, o que o motivou a criar a sua própria loja digital: a Epic Games Store. No entanto, dificilmente ele vai buscar no judiciário uma mudança na forma como a plataforma da Valve opera.

Quando ele brigou com a Google e a Apple, existia uma motivação clara: permitir que Fortnite, seu principal battle royale, pudesse direcionar os jogadores para comprar itens cosméticos e passes de batalha diretamente da Epic Games. A briga durou por anos, mas ele venceu e hoje isso é permitido

Recentemente, a Valve foi processada em 656 milhões de libras (aproximadamente R$ 4,6 bilhões em conversão direta) no Reino Unido, em ação coletiva por práticas anticompetitivas com o Steam. Ela é acusada de impedir que estúdios lancem seus jogos antes em outros serviços ou tenham preços mais baixos do que os mostrados nela.

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Uma das reclamações do processo movido pela Vicki Shotbolt (que representa mais de 14 milhões de usuários no país) é justamente por impedir que os consumidores adquiram conteúdos adicionais por vias paralelas. Se você comprou o jogo naquela loja digital, os DLCs e expansões precisam ser comprados também dentro do ecossistema.

E não é apenas no Reino Unido que estas práticas são investigadas. Outra ação jurídica é movimentada nos Estados Unidos — pelas mesmas razões.

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