“Boatos de que estávamos ‘falidos’ são infundados”, diz gerente da CubeTV

Por Wagner Wakka | 26 de Julho de 2019 às 13h00
Divulgação/CubeTV

Há pouco menos de um ano, a CubeTV anunciou a sua chegada oficial ao mercado brasileiro. A companhia é um serviço de streaming subsidiário da singapuriana BIGO Technology. Agora, pouco menos de um ano depois a empresa modifica suas ações por aqui e gera confusão entre os parceiros. Diante de rumores de que a empresa finalizou suas atividades no Brasil, o Canaltech buscou contato com executivos para entender o que realmente está acontecendo.

Um deles foi o comentarista de League of Legends Guilherme Cheida, o Tixinha. Em postagem no Twitter, ele publicou um texto chamado “A verdade por trás da CUBETV, os motivos da minha saída”.

Tixinha informou que fechou contrato com a empresa em julho de 2018. Em reunião com a companhia, teria uma multa, caso se retirasse antes de seis meses da plataforma. A CubeTV se comprometeria a manter uma relação, também com o mesmo período.

Contudo, Tixinha afirma que, nem mesmo com um mês de testes houve mudança na postura e a empresa ignorou o contrato anterior, propondo um novo, motivo que o fez desistir da plataforma.

“Essa quebra de contrato, confiança, atrasos, mentiras de views, descaso e total falta de comprometimento e profissionalismo da empresa me fizeram pular fora e ficar setembro sem stremar (sic) também, graças a deus e meu trabalho eu recebi uma proposta do Facebook e já aceitei, vou começar minha vida de stream novamente em outubro e espero poder contar com vocês para assistir todo conteúdo que quero e vou criar”, aponta o apresentador.

Outra parceira do serviço, Shayene Victorio, jogadora de CS:GO, disse que os influenciadores “estão com os dias contatos no Brasil”.

Todos esses rumores levantaram a suspeita de que a CubeTV estaria finalizando suas ações por aqui. A empresa, contudo, nega esse movimento.

Em entrevista ao Canaltech, Felipe Riera, gerente de marketing da companhia no Brasil, explica que as mudanças estão acontecendo por conta de uma participação maior da BIGO em território nacional:

“O que está acontecendo é a vinda de nossa plataforma ‘mãe’ para o Brasil e uma certa diluição dos investimentos gerais, antes focados 100% na CubeTV. Com isso, precisávamos fazer algumas mudanças para garantir o futuro da plataforma para que, assim, pudéssemos continuar a todo vapor e ser a plataforma foco em gaming do grupo aqui no Brasil. Isso não deve mudar tão cedo. Posso confirmar, oficialmente, a permanência até segunda ordem da CubeTV no Brasil e que os boatos de que estávamos ‘falidos’ são infundados”.

Em relação aos influenciadores, ele explica que há uma pausa em contratos por conta de uma nova organização do negócio. “A Cube fica oficialmente parte da BIGO no Brasil; antes éramos mais independentes da empresa no quesito marca mesmo”, explicou Riera.

Segundo informações de pessoas próximas ao projeto, a companhia não deve contratar influenciadores em um futuro próximo. Ainda, contratos com parceiros, os quais prefeririam não se expor, estão sendo revisados. Este foi o caso exposto por Tixinha e Shayene.

“Eu honestamente não sei de onde surgiu o boato da falência, mas houve uma grande movimentação e realocação de esforços de investimento do grupo da BIGO, o que pode ter assustado boa parte de influenciadores. Houve também alguns casos de desinformação de ex-agentes da plataforma”, finalizou Riera.

A companhia ainda não tem informações sobre novos investimentos nem planos concretos de movimentação da BIGO no Brasil.

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