10 vezes que a Sony fez apostas erradas para o PlayStation
Por Diego Corumba • Editado por Jones Oliveira | •
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Quando a Sony Interactive Entertainment criou o PlayStation em 1994, depois de uma traição da Nintendo, iniciou-se um caminho brilhante na indústria dos jogos. Contudo, esse trajeto nem sempre foi cheio de ideias boas e populares.
Ao longo de mais de 30 anos, foi possível acumular diversas “mancadas” e até falhas graves não apenas com o mercado, mas também com os seus próprios fãs. Na prática, a jornada foi marcada por glória e controvérsias simultaneamente.
Porém, isso não a impede de continuar a tomar decisões ruins, mesmo em meio a um momento tão delicado que vivemos com os videogames: com preços nas alturas, incertezas e uma geração que só se mostrou quase meia década depois de ser lançada.
Veja 10 vezes que a Sony apostou no caminho errado para o PlayStation, com falhas que foram tão graves que quase comprometeram a sua posição entre as grandes fabricantes e, principalmente, no coração dos fãs. Confira abaixo:
10. Programa de fidelidade mal executado
Enquanto a Microsoft possui o XBOX Rewards e a Nintendo se gabava das suas moedas de ouro, a companhia decidiu abrir seu próprio programa de fidelidade dos fãs: o PlayStation Stars. No entanto, de tão mal executado ele nunca cumpriu a sua promessa.
A Sony achou que bastava copiar e colar o que era proposto pelos outros no PS5, mas encontrou diversos desafios: atendimento ao cliente “pay-to-win”, restrição ao app mobile, colecionáveis sem uso prático e um cashback cheio de polêmicas. Ele começou, acabou e o público nunca o viu em sua glória.
9. Aposta no PlayStation Classic
Outra ideia de “Maria vai com as outras”, ao ver o sucesso que o NES Classic Edition e o SNES alcançaram, a Sony também quis entrar nessa onda e lançou o seu PlayStation Classic. Entretanto, não houve um cuidado mínimo com a experiência dos usuários e ele representou um verdadeiro desastre comercial.
O seu sistema era um emulador mal-otimizado, não havia tantos games emblemáticos no dispositivo e a inclusão das versões europeias (em formato PAL, que rodavam em 50 Hz — que são mais lentas), juntos, fizeram o hardware basicamente mofar nas prateleiras. Para usá-lo de forma digna, muitos tiveram de modificá-lo e adicionar os jogos que faziam sentido.
8. Subestimar o ecossistema online
A Sony, quando criou uma plataforma para o ecossistema PlayStation online, nunca quis ter o trabalho que ela exigiria para se manter. Imagine oferecer estabilidade, segurança e um serviço de qualidade para os consumidores, não é mesmo?
A PSN passa por quedas constantes, ataques hackers, falhas de segurança e diversos outros problemas há pelo menos duas décadas. Com o passar do tempo era esperado que eles tentassem mudar isso, mas nunca foi tomada uma ação prática que eliminasse uma parte destes problemas.
7. Fim da Bluepoint Games
Conhecida pelos remakes de Shadow of the Colossus e Demon’s Souls, a Bluepoint Games era reverenciada pelos fãs como um estúdio que transforma em ouro tudo o que toca. Contudo, nem a sua trajetória de sucesso impediu a companhia japonesa de fechar um dos melhores estúdios PlayStation.
Bastou um projeto que não deu certo — o tal multiplayer de God of War — que os executivos decidiram demitir toda a equipe e fechar as suas portas. Para completar, a companhia anunciou recentemente um remake da trilogia original de Kratos. Como diz o ditado, “seria cômico se não fosse trágico”.
6. Erros consecutivos nos portáteis
Após acertar com o PSP, a Sony só tomou o caminho errado quando tentou fazer o PlayStation dar certo nos portáteis. O PS Vita, por exemplo, foi uma sequência até “impressionante” de erros: cartão de armazenamento caro, falta de suporte de estúdios internos e externos, disputa com celulares, 3DS e outros.
Para completar, nos anos 2020 vimos o surgimento do PS Portal — que nada mais é do que um reprodutor do PS5 com um DualSense acoplado como controle. Além disso, sua conexão exclusiva por Wi-Fi, falta de suporte a acessórios sem fio e a ausência de recursos (como o streaming de games) tiram o potencial dele.
5. Saída súbita do mercado de PCs
Durante a pandemia, a Sony quis alcançar um público maior e decidiu apostar no caminho dos PCs. Ainda que de sua própria maneira, ela disponibilizou muitas de suas franquias marcantes e histórias que impactaram o público nesta última década. Só que, como tudo que é bom dura pouco, eles já eliminaram isso.
Os games da companhia fracassaram nos computadores por baixas vendas — provocadas pelo atraso na transição, exigência de conta na PlayStation Network e outros fatores —, valores divergentes entre PSN e Steam e um desempenho questionável. No fim, ela encerrou seus esforços mínimos de forma definitiva.
4. Resistência à retrocompatibilidade
Quando o XBOX One recebeu suporte a jogos retrocompatíveis, todos perguntaram à PlayStation a razão pela qual o mesmo não era visto no PS4. A resposta chocou muitos: a companhia, literalmente, não achava que o público ligaria para este recurso e, por causa disso, ele nunca fora implementado até ali.
Não entrava na mentalidade dos executivos que muitos gostariam de ver como algumas franquias nasceram e evoluíram ao longo dos anos, assim como gostariam apenas de revisitar um game querido do passado (que, muitas vezes, poderia estar inacessível até hoje). Isso porque, até o PlayStation 3, discos da plataforma anterior continuavam a funcionar em determinados modelos.
3. Foco em jogos como serviço
Um dos grandes tiros no pé da Sony Interactive Entertainment foi direcionar todos os seus esforços e a maior parte dos estúdios para criar jogos como serviço, com apelo no multiplayer e em microtransações. Após sucessos como Fortnite, Overwatch e PUBG: Battlegrounds, eles enxergavam que o dinheiro estaria ali.
Eles passaram toda uma geração investindo nessa ideia, no entanto ela fazia muito sentido entre 2016 e 2018, não na década de 2020. Correr atrás de uma tendência “datada” a levou a lançar games fracos, fechar estúdios recém-comprados, demitir equipes e até passar por uma vergonha global com Concord: removido da biblioteca dos jogadores por excesso de problemas.
2. O “superchip” do PlayStation 3
Para centralizar suas operações, a companhia japonesa decidiu usar a mesma arquitetura de chips para todos os seus dispositivos, o que incluía o PlayStation 3. Porém, isso foi um dos erros que quase matou toda a geração.
O Cell foi a razão pela qual muitos estúdios faziam jogos exclusivamente para o console (e outros desistiam), já que portá-los era complexo demais. Metal Gear Solid 4, por exemplo, ficou preso lá por anos. Também é o motivo pelo qual títulos como Bayonetta, The Elder Scrolls V: Skyrim e outros rodavam tão mal no videogame.
1. Fim das mídias físicas
O “golpe” da Sony em 2026 foi decretar o fim das mídias físicas no PlayStation. Com problemas em relação à preservação de games, posse, preços dinâmicos, monopólio e vários outros em debate, ela tomou o caminho errado em um momento delicado e continua a pagar pela falha — embora permaneça irredutível.
Muitos protestaram com o cancelamento de sua conta na PS Plus, outros simplesmente pararam de comprar jogos no PS5, já foram criadas petições, autoridades governamentais se movimentam e essa guerra ainda “mal começou”. Agora, criticar a companhia nas redes sociais já rende frutos: estúdios parceiros vão remover a campanha nos perfis PS (consequentemente, não pagarão pelo marketing deles), pelo excesso de reclamações.
O caminho do PlayStation é incerto
Como o PS6 virá em um breve futuro, é possível que esta coleção de apostas erradas tenha acréscimos. Não queremos soar pessimistas, mas priorizar o lucro em detrimento da experiência do usuário é um risco constante nesse mercado.
Seja pela CPU do PlayStation 3 que aprisionou jogos, seja pelos games do PlayStation que fracassaram no PC, a coleção de caminhos equivocados que a Sony tomou já é enorme. Entre eles, estão:
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Fim das mídias físicas
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O “superchip” do PlayStation 3
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Foco nos jogos como serviço
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Resistência à retrocompatibilidade
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Saída súbita do mercado de PCs
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Erros consecutivos nos portáteis
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Fim da Bluepoint Games
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Subestimar o ecossistema online
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Aposta no PlayStation Classic
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O programa de fidelidade mal-executado