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Beepberry é aparelho para quem quer ficar longe das redes sociais

Por  • Editado por  Wallace Moté  | 

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Reprodução/SQFMI
Reprodução/SQFMI

Um "projeto paralelo" do criador do Pebble — o smartwatch minimalista que conquistou fãs em meados dos anos 2010 — está chamando atenção pela proposta curiosa. Já disponível através do site da SQFMI (ou Squarofumi, um grupo de entusiasta de arte e tecnologia que trabalham com projetos diferenciados), o Beepberry é um aparelho que combina peças antigas e novas para se propor a atender quem quer manter se manter atualizado, mas sem as "tentações" dos smartphones.

Um dos problemas que surgiram com os avanços vistos nos celulares é o quanto ficamos presos indo de um app ao outro. Essa é uma situação que o criador do Pebble, Eric Migicovsky, também enfrentava e, movido pelo desejo de ter um "dispositivo de final de semana", que o mantivesse em contato com família e amigos sem as distrações de smartphones, o engenheiro desenvolveu o Beepberry.

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Como o próprio nome sugere, o projeto é uma combinação de peças que lembram os BlackBerry mais antigos: temos um painel LCD da Sharp, ao estilo dos usados em calculadoras, com resolução de 400 x 240 pixels e o teclado original de um Blackberry Classic, instalados em uma placa de circuitos (PCB) no formato dos telefones da marca da amora. O que entrega se tratar de um aparelho moderno são o processamento e as funcionalidades.

No coração do Beepberry está um Raspberry Pi Zero W, a pequena placa de computação desenvolvida para projetos como o de Migicovsky, enquanto o próprio PCB do dispositivo atua como uma extensão onde são instaladas a bateria e qualquer módulo adicional que o usuário desejar usando as duas portas GPIO (General Purpose I/O, ou I/O de uso geral, em tradução livre), incluindo rádio 4G LTE, que não está incluso.

O funcionamento proposto depende então da integração com o Beeper, solução da nova empresa co-fundada por Eric Migicovsky que concentra todos os aplicativos de mensagem atuais (WhatsApp, Twitter, Telegram e até iMessage e SMS) em um único lugar. Como essas características entregam, o aparelho não é exatamente amigável para usuários no geral — o próprio engenheiro explica que é preciso ter conhecimento de Linux para configurar o software.

Além disso, o Beepberry não chega na forma de um telefone finalizado, sendo enviado em um kit que contém o LCD, o teclado, a bateria de 2.000 mAh e o PCB. É preciso preparar uma carcaça, e nem mesmo o Raspberry Pi está necessariamente incluso: quem optar por comprá-lo junto terá de desembolsar US$ 99 (~R$ 500), enquanto aqueles que optarem por adquirir o módulo de computação separadamente terão de pagar US$ 80 (~R$ 400) pelo conjunto. O envio é feito para o mundo inteiro, inclusive o Brasil, mas leva até 3 meses.

Nem é preciso dizer que não há garantia, já que estamos falando de "um kit de desenvolvimento!", nas palavras de Migicovsky. Entusiasta ou não, é possível notar o potencial do projeto que, graças às possibilidades de expansão e ao uso de Linux, pode se transformar em um dispositivo para desenvolvimento e hacking ou essencialmente qualquer coisa que o usuário planejar, desde que tenha o conhecimento para isso.

Fonte: Eric Migicovsky, via Ars Technica