Yutu-2 | Rover chinês está ativo na Lua há quase 6 anos e quebra recorde
Por Danielle Cassita • Editado por Luciana Zaramela |

O rover Yutu-2, da China, continua ativo na Lua após quase seis anos, tornando-se o veículo lunar que funciona há mais tempo em nosso satélite natural. O explorador robótico desceu à superfície lunar em 2019 como parte da missão Chang’e 4, naquele que foi o primeiro pouso já realizado no lado afastado da Lua.
A resistência do robô é surpreendente, já que ele foi criado para funcionar por apenas três dias lunares (o equivalente a três meses terrestres). Hoje, ele já passa dos 70 dias lunares de atividade!
Além da atualização sobre a situação do robô, cientistas chineses publicaram também novas imagens dele junto com a cratera Von Karman, na Bacia do Polo Sul-Aitken. Trata-se de uma grande cratera no lado afastado da Lua, aquele que nunca podemos ver da Terra.
As fotos mostram marcas deixadas pelo rover na superfície lunar, bem como crateras de tamanhos diversos e colinas distantes. Segundo os membros da missão, o rover já percorreu 1,6 km em solo lunar.
Apesar de ainda estar ativo, ele vem mostrando sinais (esperados) de fadiga. O Yutu-2 acumulou só 1.300 m percorridos até setembro de 2022, ou seja, quando já tinha passado mais de dois anos e meio por lá. Nos dois anos seguintes, a distância caiu para 305 m.
Não está claro se a variação se deve à degradação do rover causadas pela radiação e temperaturas extremas na Lua. Também é possível que o ritmo do Yutu-2 tenha diminuido devido às características do solo lunar, que podem ser desafiadoras para a sua estrutura.
De qualquer forma, esta não é a única missão da China que continua operando por mais tempo que o esperado. Zuo Wei, vice-projetista-chefe da missão Chang'e 4, declarou à mídia estatal CCTV que o lander da Chang’e 3, o qual pousou na Lua em 2013, continua ativo.
“O telescópio óptico na Lua a bordo do módulo de pouso da Chang'e 3 ainda está operacional, realizando ciclos regulares de ligar e desligar todos os meses, embora não esteja mais realizando observações científicas”, finalizou Zuo.
Fonte: Global Times