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Como o rover Rosalind Franklin vai buscar vida em Marte?

Por| Editado por Patricia Gnipper | 17 de Maio de 2023 às 11h58

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ESA/ATG medialab
ESA/ATG medialab

Será que existe ou já existiu vida em Marte? Para tentar descobrir, a Agência Espacial Europeia planeja enviar o rover Rosalind Franklin ao planeta em 2028. Ele contará com o MA_MISS, um espectrômetro da Itália que vai estudar os minerais e propriedades físicas da subsuperfície marciana para, assim, buscar uma resposta à pergunta.

Desenvolvido pela empresa aeroespacial Leonardo, o MA_MISS (sigla de “Imageador Multiespectral para Estudos de Subsolos em Marte”) teve seus recursos voltados para a busca por vida demonstrados em um novo estudo. Após os testes, os pesquisadores do instrumento descobriram que ele também é capaz de detectar moléculas orgânicas.

“Inicialmente, a tarefa do MA_MISS era fornecer um contexto mineralógico para as amostras coletadas, mas mostramos que ele pode fazer muito mais, ou seja, fazer a identificação direta de alguns tipos de material orgânico”, explicou Eleonora Ammannito, coautora do novo estudo sobre o instrumento. Segundo os autores, as análises do Ma_Miss no subsolo do planeta não vão afetar as amostras obtidas.

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O instrumento estará integrado ao sistema de perfuração do Rosalind Franklin, rover que faz parte da segunda missão do programa ExoMars — a primeira foi o orbitador Trace Gas Orbiter, lançado em 2016. O novo rover vai explorar a superfície marciana e vai coletar amostras de até 2 m de profundidade, que podem ter biomarcadores.

O material obtido vai ser analisado pelos instrumentos dele. Já o MA_MISS vai coletar dados espectrais da subsuperfície marciana, com foco em rochas que não foram expostas à radiação. “O instrumento pode diferenciar os pontos onde a matéria orgânica está presente daqueles com composição mineral exclusiva”, observaram os autores, no novo estudo.

O artigo com a análise das capacidades do instrumento MA_MISS foi publicado na revista Astrobiology.

Fonte: Astrobiology, ANSA Brasil