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Tempestade solar emitida por "cânion de fogo" chega à Terra nesta semana

Por| Editado por Patricia Gnipper | 06 de Abril de 2022 às 15h08

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ESA & NASA/Solar Orbiter/EUI team/: E. Kraaikamp (ROB)
ESA & NASA/Solar Orbiter/EUI team/: E. Kraaikamp (ROB)

Dois filamentos de plasma foram liberados de um desfiladeiro gigante que se abriu na superfície do Sol. O primeiro deles explodiu no domingo (3), enquanto o segundo veio no dia seguinte. Ambos podem resultar em mais auroras para os habitantes próximos ao polo Norte do planeta.

Apelidado de “cânion de fogo”, a abertura no Sol tem cerca de 20 mil km de profundidade e pelo menos 200 mil km de comprimento. As erupções em formato de filamentos ocorreram na parte centro-sul do Sol, ou seja, na face solar voltada para a Terra.

Sondas que observam o Sol na parte ultravioleta extrema do espectro eletromagnético e telescópios terrestres de observação em infravermelhos detectaram as erupções, acompanhadas por ejeções de massa coronal (CMEs, da sigla em inglês).

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As CMEs são formadas por partículas carregadas da atmosfera superior do Sol (a coroa solar). Quando viajam em nossa direção, podem causar tempestades geomagnéticas ao atingir a magnetosfera terrestre. Como nosso campo magnético é mais fraco no polo norte, parte dessas partículas é conduzida até lá e interagem com nossa atmosfera.

Tempestade geomagnética chega à Terra

Na manhã desta quarta-feira (6), chegou à Terra o vento solar relacionado à explosão de domingo, desencadeando uma tempestade geomagnética leve nível G1 ou G2 em uma escala de cinco pontos. Há previsões que a tempestade continue na quinta-feira (7). Os cientistas ainda não sabem se a CME produzida na segunda-feira atingirá o planeta.

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Os meteorologistas do clima espacial ainda informam nesta quarta-feira que a atividade solar no momento foi baixa nas últimas 24 horas, com apenas algumas erupções de classe comum. A mais forte delas ocorreu em um grupo de manchas solares que já se afastou do lado voltado para a Terra do Sol. Por fim, atualmente há seis manchas pequenas e simples no disco solar visível.

Fonte: SpaceWeatherMetOffice; via: Space.com