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Superterra rara é descoberta quase que por engano perto do centro da Via Láctea

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NZ Herald
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Um novo exoplaneta foi encontrado na direção do centro da Via Láctea, e é um mundo bastante raro para os astrônomos - ele é um dos poucos que foram descobertos até agora com tamanho e órbita comparáveis ​​aos da Terra. Geralmente, os planetas de tamanho semelhante ao nosso estão em faixas orbitais bem diferentes.

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Para essa descoberta, astrônomos da Universidade de Canterbury contaram com um pouco de sorte. É que o método utilizado para a detecção foi o de microlente gravitacional, que é quando uma estrela passa na frente de outra estrela, causando uma distorção temporária de luz. Isso pode ampliar e revelar outras estrelas ou planetas desconhecidos, mas isso é algo raro de acontecer.

O astrônomo Antonio Herrera Martin e o professor Michael Albrow colaboraram com o estudo liderado por Herrera Martin, principal autor do artigo. "Esta é uma descoberta em um milhão devido à maneira como o planeta foi descoberto e ao fato de ser três a quatro vezes maior que a Terra", disse Herrera. "Se o planeta fosse menor, se estivesse outra posição ou em outra direção, seria altamente improvável que o tivéssemos visto", completou.

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Ele explica que “o tempo necessário para observar a ampliação devido à estrela hospedeira foi de aproximadamente cinco dias, enquanto o planeta foi detectado apenas durante uma pequena distorção de cinco horas”, o que nos dá uma boa ideia sobre a raridade da descoberta. O objeto foi classificado como OGLE-2018-BLG-0677L b.

Essa estrela hospedeira tem cerca de 10% da massa do nosso Sol e está localizada a cerca de 25.100 anos-luz, de acordo com o catálogo do projeto The Extrasolar
Planets Encyclopaedia. O planeta teria massa entre a da Terra e de Netuno, orbitaria sua estrela em uma faixa semelhante à zona entre Vênus e a Terra, e completa uma volta ao redor do astro em aproximadamente 617 dias - quase o dobro da duração do ano na Terra.

O evento da lente gravitacional foi observado pela primeira vez através de dois telescópios chilenos, em 2018. Os astrônomos da Universidade de Canterbury começaram a analisar os dados em janeiro de 2019 e fizeram isso por quase um ano inteiro para garantir que as descobertas fossem precisas.

Herrera conta que se deparou com o planeta “quase por engano”. Os dados não mostravam “nada digno de nota”, e ele só percebeu que havia algo ali quando olhou mais atentamente. “Foi certamente especial e muito satisfatório”, disse. O resultado das pesquisas, realizadas com a colaboração de astrônomos de vários países, foi publicado no The Astronomical Journal.