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SpaceX usa novas técnicas para reduzir brilho de novos satélites Starlink

Por  • Editado por  Rafael Rigues  | 

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Victoria Girgis/Lowell Observatory
Victoria Girgis/Lowell Observatory

Recentemente, a SpaceX publicou um documento que descreve como a empresa vem trabalhando com a comunidade astronômica para implementar soluções e técnicas que minimizem os efeitos dos satélites Starlink no céu noturno. O documento e as medidas vêm após uma série de críticas em função do brilho dos satélites, que prejudicam as observações astronômicas.

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Quando recebem luz solar, satélites em geral ficam visíveis mesmo para observadores em solo, mas essa visibilidade depende do material usado em sua superfície. No documento, a SpaceX destaca que, através da colaboração, identificou e reduziu as causas principais por trás do brilho excessivo dos satélites Starlink, e que está trabalhando para torná-lo invisíveis a olho nu mesmo à altitude operacional padrão.

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Inicialmente, a empresa experimentou usar visores que bloqueiam a luz solar incidindo na parte inferior dos satélites, mas percebeu que esta não seria uma solução viável a longo prazo porque eles bloqueavam lasers necessários para a expansão da rede. Como alternativa, a SpaceX desenvolveu então filmes espelhados.

Esses filmes dispersam a maior parte da luz solar para longe da Terra, e uma nova versão deles poderá ser usada na próxima geração dos satélites. Como a segunda geração promete trazer mais capacidade para a rede Starlink, conectando mais usuários em outras localidades, os novos satélites devem ter três técnicas avançadas de redução do brilho.

Uma delas inclui o chamado “filme espelhado dielétrico”, que reduz o brilho observado com dez vezes a eficiência do filme da primeira geração. A SpaceX planeja oferecer este novo filme como um produto vendido a preço de custo, para que as operadoras interessadas possam usá-lo para reduzir o brilho em suas próprias constelações.

Fonte: SpaceX