SpaceX lança novos satélites Starlink e já tem mais de 1.300 unidades em órbita

Por Danielle Cassita | Editado por Patrícia Gnipper | 24 de Março de 2021 às 12h10
Reprodução/Stephen Clark/Spaceflight Now

Durante a madrugada desta quarta-feira (24), a SpaceX lançou com sucesso mais 60 satélites Starlink, que irão compor a megaconstelação, capaz de fornecer internet de alta velocidade para todo o mundo. O lançamento, feito por um foguete Falcon 9, marcou a 25ª missão do programa e, por coincidência, ocorreu exatamente 15 anos depois do primeiro lançamento do foguete Falcon 1 feito pela empresa, que falhou.

O Falcon 9 decolou durante a madrugada, alimentado por nove motores principais Merlin 1D que forneceram 1,7 milhões de libras de empuxo. Após atravessar uma camada de nuvens, o veículo liberou seu primeiro estágio, que voltou para pousar na embarcação "Of Course I Still Love You", no Oceano Atlântico. A plataforma flutuante foi levada para o porto, onde a SpaceX recupera o propulsor para realizar inspeções, manutenções e deixá-lo pronto para voar novamente.

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Enquanto isso, o motor do segundo estágio foi ativado para levar os 60 satélites para a órbita. O foguete cruzou o Oceano Atlântico, a Europa e Oriente Médio, e reativou seu motor para um novo ajuste orbital ao passar pelo Oceano Índico. Após aproximadamente uma hora, o foguete liberou os 60 satélites na órbita estacionária. Agora, eles vão abrir os painéis solares e ativar seus propulsores, para chegarem à altitude adequada antes de ficarem ativos na rede Starlink.

Por coincidência, o lançamento de hoje ocorreu exatamente 15 anos depois de a SpaceX tentar realizar o primeiro lançamento do foguete Falcon 1; na ocasião, a missão falhou em função de uma anomalia que ocorreu no primeiro estágio do veículo um minuto depois da decolagem. Entre outras marcas, existe também a do propulsor B1060, que realizou sua sexta viagem de ida e volta ao espaço desde junho, representando a 78ª recuperação de sucesso dos boosters Falcon 9. Por fim, o lançamento foi o nono feito com o foguete neste ano, e o quarto realizado desde o início de março.

Com esta nova leva, a SpaceX já soma 1.385 unidades Starlink na órbita, sendo que alguns deles eram protótipos e já reentraram na atmosfera e se queimaram. Futuramente, a rede de satélites pode chegar ao total de 10 mil componentes, mas este número pode se estender: hoje, a SpaceX possui aprovação da Federal Communications Commission, a agência reguladora de telecomunicações nos Estados Unidos, para ter até 12 mil satélites em diferentes altitudes e inclinações.

Por ficarem em altitudes menores, os satélites podem fornecer conexão de alta velocidade e baixa latência para os clientes, além de reentrarem na atmosfera mais rapidamente do que se estivessem mais longe da Terra. O rápido crescimento da constelação se deve tanto à alta frequência de lançamentos quanto à produção em massa: "atualmente, estamos produzindo cerca de seis satélites por dia na nossa fábrica em Seattle, uma marca notável", disse Jonathan Hofeller, vice-presidente do programa Starlink na SpaceX, durante uma entrevista. Segundo ele, essa taxa de produção é mantida há cerca de um ano.

Ele explicou que os satélites lançados até hoje são todos de primeira geração, e que a SpaceX já está trabalhando na constelação da 2º Geração: “esses satélites vão ser continuamente atualizados conforme continuamos aumentando tanto a capacidade de trabalho quanto a densidade, e estamos felizes por poder fornecer muito mais internet do que conseguimos agora”, finalizou. A SpaceX planeja ter cobertura global para a Starlink até o final do ano, mas Hofeller observou que, embora a fase de testes beta do serviço já esteja em expansão nos Estados Unidos e outros países, a constelação é apenas um elemento, já que também é preciso considerar fatores como as estações em solo e processos regulatórios, que variam de país para país.

Fonte: Spaceflightnow, SpaceNews

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