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Sonda na órbita da Lua tira foto de Júpiter e algumas de suas luas

Por  • Editado por  Patricia Gnipper  | 

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NASA/GSFC/Arizona State University
NASA/GSFC/Arizona State University

Em 2009, a NASA lançou a sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) para estudar nosso satélite natural. Desde então, a LRO segue produzindo imagens da Lua em alta resolução e, em agosto, a equipe da sonda resolveu arriscar uma tentativa de produzir uma imagem de Júpiter. A ideia deu certo e, como resultado, eles conseguiram uma foto do gigante gasoso, que, com alguns ajustes, permite até observar algumas de suas luas.

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Brett Denevi, membro da equipe da LRO, conta que, assim como muitas pessoas no mundo gostam de apontar seus telescópios para o céu para observar as estrelas e os planetas, a equipe da LRO não conseguiu resistir a fazer a mesma coisa. Assim, os cientistas da equipe fizeram alguns cálculos para garantir que a câmera da LRO estaria na posição correta para “encontrar” o planeta. O instrumento escaneou a região do céu em que o gigante gasoso iria aparecer, e o resultado é a foto de Júpiter que você encontra no tuíte abaixo:

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Essa foto mostra Júpiter observado pela sonda que orbita a Lua a 100 km de altitude, enquanto o planeta aparece a 600 milhões de quilômetros de distância — o raio de Júpiter mede mais de 69 mil quilômetros de extensão, mas, nesta imagem, o gigante gasoso aparece em apenas 24 pixels, cada um representando uma área de aproximadamente 6.000 km. “Pode não ter a resolução mais alta, mas é nossa. Com amor, da Lua a Júpiter”, escreveu Brett, na publicação.

Denevi conta que a imagem foi “o resultado de um verdadeiro trabalho de amor”. A equipe da câmera da LRO sempre gostou de explorar outros planetas e produzir imagens deles, mas o problema é que, embora tenha sido atualizada para funcionar por mais alguns anos, a sonda e seus componentes estão envelhecendo — afinal, ela já opera há mais de dez anos.

Por isso, ela utiliza somente dois rastreadores estelares e não pode ficar muito tempo com seus painéis solares voltados para longe do Sol. Além dessas restrições, a equipe precisou também descobrir o momento certo para voltar a nave em direção ao Sistema Solar externo e, assim, escanear o céu até conseguir a imagem.