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Sonda Juno encontra ondas na magnetosfera de Júpiter

Por  • Editado por  Patricia Gnipper  | 

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NASA/JPL-Caltech
NASA/JPL-Caltech

A sonda Juno já opera há mais de dez anos, e vem encontrando grandes ondulações na fronteira entre o vento solar e a magnetosfera de Júpiter. Descobertas por cientistas do Instituto de Pesquisa do Sudoeste (SwRI) e Universidade do Texas, as ondas são um processo importante para a transferência de energia e massa do vento solar aos ambientes espaciais planetários.

O fenômeno foi observado na magnetosfera joviana, nome dado à área dominada por seu campo magnético. Além de ser o maior planeta do Sistema Solar, nada mais justo do que Júpiter ter também a maior magnetosfera do nosso sistema: ela se estende por quase cinco milhões de quilômetros, e tem átomos de oxigênio e enxofre vindos de suas luas.

Jake Montgomery, autor principal do novo estudo, explica que o fenômeno ocorre quando há uma grande diferença de velocidade na fronteira entre duas regiões no espaço. É na magnetopausa (a área que separa o campo magnético planetário do vento solar) que surge uma espécie de ondulação que gira (ou um vórtice), formado graças à diferença.

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Estas ondas são chamadas de Kelvin-Helmholtz e são invisíveis a olho nu, mas podem ser detectadas em observações do plasma e dos campos magnéticos do espaço. “A Juno observou estas ondas em muitas de suas órbitas, fornecendo evidências conclusivas de que as instabilidades de Kelvin-Helmholtz têm papel ativo na interação entre o vento solar e Júpiter”, disse.

As instabilidades foram observadas graças ao longo período que a Juno passa perto da magnetopausa de Júpiter. “Esta interação com o vento solar é importante, porque pode transportar plasma e energia pela magnetopausa até a magnetosfera de Júpiter, causando atividade no sistema”, explicou o coautor Robert Ebert.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Geophysical Research Letters.