Sonda chinesa Chang'e 5 tira foto da Terra e da Lua a distância; veja!

Sonda chinesa Chang'e 5 tira foto da Terra e da Lua a distância; veja!

Por Danielle Cassita | Editado por Patrícia Gnipper | 17 de Maio de 2021 às 13h35
CNSA

Em dezembro, a missão chinesa Chang’e 5 fez história ao coletar e trazer para a Terra quase 2 kg de amostras lunares — a última vez que recebemos material do nosso satélite natural foi em 1976, com a missão soviética Luna 24, que coletou 170 g de regolito lunar. Depois disso, a China decidiu estender a missão do orbitador, que estudará o Sol sem deixar a órbita terrestre. Agora, a nave nos enviou uma bela imagem, que mostra a Tera e a Lua bem distantes de suas lentes.

Após retornar para a Terra, o módulo de serviços da missão liberou a cápsula com as amostras em seu interior, que caiu na Mongólia Interior. Depois, os motores do orbitador foram ativados para seguir viagem até o Ponto de Lagrange L1, que fica a 1,5 milhão de quilômetros da Terra, na direção do Sol. Trata-se de uma área onde há equilíbrio gravitacional, permitindo que uma nave fique parada por lá. Assim, a equipe de controle da missão não precisa realizar grandes manutenções além de eventuais ajustes de órbita.

Foi ali que a sonda fez um registro único, que mostra a Terra e a Lua alinhadas lá longe. Confira:

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Imagem da Terra e da Lua feita pela Chang'e 5 (Imagem: Reprodução/CNSA/CLEP)

Como a Chang’e 5 cumpriu seu objetivo principal, esta e demais operações que forem feitas são uma espécie de trabalho “bônus”. Aliás, a sonda chinesa não é a única que está aproveitando esta região do espaço: a NASA escolheu enviar o observatório DSCOVR para lá porque, assim, a espaçonave poderia aproveitar a localização para realizar suas observações da Terra e do Sol sem ter nada obstruindo a visão.

A Chang'e 5 foi, sem dúvidas, a missão mais complexa já realizada pela China até hoje. Após coletar as amostras, um módulo levantou voo da superfície lunar e se encontrou com outro, que ficou na órbita, para transferir o material coletado. Então este outro módulo viajou de volta à Terra, liberando a cápsula com as amostras em um local estratégico. Assim, o sucesso coloca o país na seleta lista daqueles que já conseguiram coletar e trazer amostras lunares.

Agora, como o orbitador da missão ainda tem pelo menos 200 kg de propelente, ainda é possível usá-lo por mais algum tempo. Segundo Hu Hao, designer-chefe do programa espacial chinês, é possível estender a missão Chang'e 5 ao realizar manobras com a nave. Por isso, a estadia no ponto L1 pode não ser muito longa, até que sua nova missão seja definida.

Fonte: Space.com

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