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Sistema estelar triplo tem período orbital mais curto já registrado

Por  • Editado por  Luciana Zaramela  | 

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NASA’s Goddard Space Flight Center
NASA’s Goddard Space Flight Center

Um sistema estelar inusitado acaba de ser descoberto através do trabalho em equipe realizado por astrônomos amadores, profissionais e uma inteligência artificial. Juntos, eles encontraram TIC 290061484, sistema formado por estrelas gêmeas que orbitam uma à outra a cada 1,8 dias, enquanto uma terceira viaja ao redor da dupla em apenas 25 dias.

Além de curiosa, a descoberta quebra o recorde de período orbital externo mais curto já visto em um sistema assim. Outros astros semelhantes foram encontrados em 1956, mas ali, a terceira estrela completava uma órbita pelo par interno em 33 dias. 

“Graças à configuração compacta e de ponta do sistema, podemos medir as órbitas, massas, tamanhos e temperaturas de suas estrelas”, disse Veselin Kostov, cientista do Centro Goddard de Voos Espaciais da NASA. “E podemos estudar como o sistema se formou e prever como ele pode evoluir”, acrescentou. 

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O trio fica na direção da constelação de Cygnus, o Cisne, e foi revelado pelo comportamento das estrelas, que parecem piscar. Na nossa perspectiva, as estrelas parecem estar praticamente planas; isso significa que, para nós, uma passa à frente da outra, bloqueando temporariamente a luz da estrela mais distante. 

O vídeo abaixo mostra este processo:

Com uma ferramenta de machine learning, os cientistas filtraram dados obtidos pelo telescópio TESS, da NASA, em busca de “eclipses” que poderiam ser causados por estrelas se orbitando. Depois, um grupo de cientistas cidadãos entrou no jogo, realizando uma nova filtragem para identificar casos com potencial. 

Deu certo. “É empolgante identificar um sistema como esse porque eles raramente são encontrados, mas podem ser mais comuns do que os registros atuais sugerem”, comentou Saul Rappaport, do novo estudo. 

Por enquanto, os cientistas suspeitam que o trio de estrelas é estável, sem que a gravidade individual delas cause grandes perturbações nas vizinhas. “Achamos que as estrelas se formaram juntas a partir do mesmo processo de crescimento, o que teria impedido a formação de planetas muito próximos em torno de qualquer uma das estrelas.”, acrescentou Rappaport. 

Conforme avançam em seus ciclos evolutivos, estas estrelas devem se expandir e se fundir, causando uma explosão de supernova em algumas dezenas de milhões de anos. 

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista The Astrophysical Journal. 

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Fonte: NASA