Satélite meteorológico desativado quebra e gera 16 pedaços de lixo espacial

Satélite meteorológico desativado quebra e gera 16 pedaços de lixo espacial

Por Wyllian Torres | Editado por Patrícia Gnipper | 23 de Março de 2021 às 11h30
Reprodução/NASA

O satélite meteorológico NOAA-17, dos Estados Unidos, foi desativado em 2013 após 11 anos de operação. No último dia 10 de março, o satélite se quebrou em, pelo menos, 16 pedaços de lixo espacial, segundo informações do 18º Esquadrão de Controle Espacial (18SPCS). Os pedaços não apresentam nenhuma ameaça, mas continuam em monitoramento.

É muito comum que satélites desativados por alguma razão permaneçam na órbita da Terra até que, eventualmente, sejam puxados e se queimem durante sua reentrada na atmosfera terrestre. A própria Estação Espacial Internacional (ISS) de tempos em tempos lança sua carga de lixos na órbita — que posteriormente se queimará na atmosfera. O NOAA-17 foi lançado em 2002 e seu nome é em homenagem à Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), dos EUA, responsável por sua operação. Em 2013 o satélite começou a falhar e foi desativado.

Ilustração do satélite NOAA-17 em órbita (Imagem: Reprodução/NASA)

Em atividade, o NOAA-17 fazia parte de um conjunto de satélites lançados para monitoramento das condições meteorológicas, sempre pelas manhãs. Sua órbita cruzava o céu de polo a polo a uma altura de 800 quilômetros, na exosfera da Terra — a ISS está a 400 quilômetros de altura. Em mensagem publicada no Twitter, funcionários da NOAA disseram que, no momento, os destroços do satélite representam pouca ameaça à ISS ou a qualquer outro recurso espacial importante. Ainda não se sabe qual foi o motivo do desmonte do NOAA-17, uma vez que não há sinais de colisão ou algo do tipo.

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O satélite foi programado para uma vida útil de três anos, mas rendeu em funcionamento por 11 anos até ser desativado. "Quando foi desativado, os operadores do satélite desligaram todos os transmissores da espaçonave, desconectaram as baterias, abriram as válvulas do propulsor para esgotar o nitrogênio e apontaram o painel solar para longe do Sol", informou a NOAA. E essas medidas foram tomadas para que o satélite fosse o mais inerte possível, minimizando o risco de interferência da radiofrequência de outras espaçonaves ativas.

Estima-se que 330 milhões de objetos de tamanho superior a 1 mm estejam em órbita (Imagem: Reprodução/ESA)

Por ser uma grande quantidade de lixo espacial, alguns deles podem apresentar riscos a outras naves que cruzam seu caminho, pois estão em altíssima velocidade. Estudos recentes indicam um número de mais de 20 mil detritos no espaço que ameaçam outros objetos em operação. Especialistas dizem ser necessário lançar essas naves desativadas a uma órbita segura para que se sejam naturalmente destruídos pela atmosfera terrestre dentro de 25 anos. O lixo espacial é um problema que cresce e se acumula ao longo das últimas décadas, ainda sem uma solução eficaz.

Fonte: Space.com

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