Rover Curiosity detecta níveis estranhamente altos de metano em Marte

Por Patrícia Gnipper | 25 de Junho de 2019 às 23h10
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O rover Curiosity, da NASA, explora Marte desde 2012. Em 2013, o robô detectou emissões de gás metano por lá, repetindo a detecção no final do mesmo ano e novamente em 2014, com esse pico de metano abrindo um grande debate sobre as possibilidades de vida marciana. Agora, em 2019, o Curiosity encontrou a maior quantidade de metano já medida durante toda sua missão no Planeta Vermelho.

Foram encontradas cerca de 21 partes por bilhão de unidades por volume (ppbv) de metano em Marte, o que significa que, se você pegar um volume de ar por lá, um bilionésimo desse volume será composto por metano. A detecção foi feita usando o espectrômetro a laser Sample Analysis at Mars (SAM), a bordo do rover, e a notícia reacende (mais uma vez) a ideia de que, talvez, exista vida microbiana em Marte — aqui na Terra, micróbios são uma importante fonte de metano, mas o gás também pode ser gerado por meio de interações entre rochas e água.

Como o Curiosity não tem instrumentos capazes de determinar a origem do metano marciano, ou mesmo se ele vem de uma fonte de dentro da Cratera Gale ou não, a NASA reforça que "não temos como dizer se a fonte de metano é da biologia ou da geologia, ou mesmo antiga ou moderna", nas palavras de Paul Mahaffy, principal pesquisador do instrumento SAM.

A equipe do SAM agora segue reunindo informações para tentar entender um pouco mais sobre essa quantidade de metano em Marte, mas isso leva tempo: é preciso analisar pista por pista e realizar mais observações do metano marciano, e também é preciso de tempo para colaborar com outras equipes científicas que estudam o Planeta Vermelho, como times da ESA, por exemplo.

Fonte: NASA

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