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Rover chinês Yutu-2 bate recorde de operação na Lua após 11 meses de missão

Por| 18 de Dezembro de 2019 às 19h00

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CNSA/CLEP
CNSA/CLEP

O rover chinês que está no lado afastado da Lua conseguiu uma marca muito importante no início desta semana: tornou-se o instrumento construído pela humanidade mais longevo em ação na superfície lunar. O Yutu-2 já superou o recordista anterior, o rover soviético Lunokhod 1, de acordo com a China Global Television Network.

A chegada do rover soviético ao satélite natural da Terra ocorreu em 17 de novembro de 1970. Depois de quase 10,5 km percorridos, mais de 20.000 imagens transmitidas e 200 panoramas, o Lunokhod deixou de funcionar em 4 de outubro de 1971, com um total de 321 dias, ou 10 meses, 2 semanas e 3 dias.

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Agora, o Yutu-2 já completou 11 meses de trabalhos na Lua, iniciados em 3 de janeiro deste ano. Até esta quarta-feira (18), já totaliza 349 dias, ou 11 meses, 2 semanas e 1 dia. E, de acordo com a CGTN, o rover vai continuar seus trabalhos na superfície por tempo ainda indefinido. Ele já se locomoveu por um total de 345 metros, segundo a CNSA (a agência aeroespacial da China).

A missão Chang’e-4 chegou à Lua pousando na cratera Von Kármán, uma gigantesca depressão de 186 km próxima ao Polo Sul do hemisfério lunar que não podemos ver daqui da Terra. No início de dezembro, o Yutu-2 completou o 12º dia lunar de trabalhos, iniciando o período de descanso conforme a noite, que dura duas semanas terrestres, derruba a temperatura no satélite natural, forçando o veículo a descansar até que um novo dia lunar se inicie.

Entre seus feitos, estão diversas imagens do lado afastado da Lua, até então pouco explorado pela humanidade, além de ter encontrado uma substância com coloração estranha e da possível confirmação de uma teoria sobre a cratera onde pousou. Acredita-se que a vasta depressão teria sido criada a partir do impacto de um asteroide há bilhões de anos e, agora, os cientistas da missão descobriram evidências de que tal impacto teria sido tão poderoso a ponto de perfurar a crosta lunar (que tem 50 km de profundidade), adentrando a camada abaixo do manto.

Recorde do primeiro Yutu

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Curiosamente, a própria CGTN não citou o recorde do antecessor do Yutu-2, chamado apenas de Yutu. O primeiro rover lunar chinês teve problemas logo no início de sua missão, e funcionou apenas parcialmente desde o final do segundo dia lunar, até 31 meses após sua chegada. Apesar de não mais se mover, o rover ainda coletou dados até deixar de funcionar totalmente.

Fonte: CGTN