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Robô japonês envia fotos da superfície do asteroide Ryugu

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JAXA/Akihiro Ikeshita
JAXA/Akihiro Ikeshita

Depois de quase quatro anos de viagem, a espaçonave japonesa Hayabusa 2 se aproximou de seu destino final neste ano — o asteroide Ryugu, que está a cerca de 280 milhões de quilômetros da Terra. Com o objetivo de coletar amostras do objeto, trazendo-as de volta para que os cientistas japoneses as estudem (o que deve acontecer em 2020), a nave e já havia fotografado o asteroide à distância em agosto e, agora, acabam de enviar um lote com mais de 200 imagens registradas por lá.

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As fotos, no entanto, não mostram nenhuma área lisa na superfície de Ryugu que permita o pouso da espaçonave para a coleta de amostras, o que estaria planejado para o início de 2019. A JAXA (agência espacial japonesa) confirmou que a superfície altamente rochosa do objeto apresenta desafios para a aterrissagem planejada da Hayabusa 2, mas a agência já reduziu os potenciais pontos de aterrissagem, mantendo o objetivo de pousar a nave por lá para que seus robôs recolham amostras.

Acredita-se que um dos dois robôs que fazem parte da missão já tenha percorrido cerca de 300 metros na superfície do asteroide, cuja gravidade é fraca demais para "segurar" um veículo com rodas. Então, os robôs se movimentam por meio de pulos programados. Este robô "saltitante" enviou o lote de novas imagens, com o seu parceiro parando de se mover depois de 10 dias, conseguindo nos enviar somente cerca de 40 imagens. Takashi Kubota, membro do projeto na JAXA, disse ainda que a temperatura superficial do asteroide, menor do que a esperada, pode ter ajudado a retardar a deterioração dos veículos, na verdade.

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Com as imagens e os dados enviados pela missão, os cientistas da JAXA veem semelhanças entre Ryugu e o asteroide Bennu — este que vem sendo investigado pela estadunidense NASA com a missão OSIRIS-REx. Ambas as agências contam que os dois asteroides são mais úmidos e cheios de pedras do que o que se pensava anteriormente, com a agência espacial dos EUA recentemente revelando que Bennu tem (ou já teve) água líquida em sua superfície.

Asteroides estão entre os objetos mais antigos do Sistema Solar, e são material de estudo essencial para que possamos entender ainda melhor como nosso sistema, bem como a Terra, surgiu.

Fonte: AP News