Reino Unido testa IA de condução autônoma para rovers exploradores de Marte

Por Rafael Rodrigues da Silva | 04 de Janeiro de 2019 às 10h33
NASA

Um dos maiores problemas do estudo de Marte são as dificuldades causadas pela distância do planeta, que faz com que qualquer comando enviado para os robôs que exploram a superfície do planeta demore oito minutos para ser recebido. Devido a isso, os robôs andam apenas alguns poucos metros por dia. Contudo, agência espacial britânica pode ter a solução para isso.

Um novo software desenvolvido no Reino Unido insere uma espécie de inteligência artificial nos rovers exploradores de Marte, permitindo que eles mesmos controlem para qual direção irão se movimentar. Dessa maneira, em vez de poucos metros, eles poderão andar cerca de um quilômetro por dia, o que disponibilizará mais amostras para análise para os cientistas na Terra.

Durante todo o mês de dezembro, um time de engenheiros de diversas empresas e universidades da Europa testaram diversos softwares de navegação autônoma para rovers espaciais no Ibn Battuta Test Centre, no Marrocos. Os testes foram supervisionados por representantes das agências espaciais do Reino Unido, Alemanha, França, Espanha, Itália e União Europeia.

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Durante os testes cobriram um total de quatro tecnologias de navegação:

  • A ERGO Autonomy Framework, um sistema que permite que o rover não necessite da intervenção humana para efetuar suas operações, fazendo não apenas com que ele tenha autonomia para movimentação, mas também para o gerenciamento de seus recursos (como desligar sistemas que não estão sendo usados para conservar energia) e até mesmo de exploração, permitindo que ele consiga analisar partes interessantes do planeta encontradas por seus sensores e que podem ter passado batido pelos cientistas no centro de controle.
  • A INFUSE Data Fusion, um sistema que funde as informações dos diferentes câmeras e sensores do rover para criar uma espécie de mapa do local, que permitiria a navegação de modo seguro por toda a superfície do planeta.
  • A I3DS Plug and Play Sensor Suite, um sistema de sensores plug and play que permitiria um maior dinamismo no uso dos rovers, permitindo a troca rápida dos sensores instalados para cada tipo de missão a ser executada.
  • E a ESROCOS Operating System, o sistema operacional que forneceria todo o software e bibliotecas para que o rover operasse de forma básica, além de oferecer toda a base para que outros programas (como o ERGO ou o INFUSE) fossem instalados no equipamento.

A expectativa é que esses novos softwares já sejam utilizados no programa Horizon 2020, que levará uma sonda da agência espacial da União Europeia à Marte em 2020.

Fonte: Mars Daily

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