Por que o espaço é tão frio se o Sol é tão quente?

Por Daniele Cavalcante | 26 de Julho de 2019 às 12h12

Não importa o calor emitido pelo Sol: o espaço no nosso Sistema Solar será sempre basatnte frio. Mas por quê? Da mesma forma que acontece como o cheiro do espaço e de outros planetas, a temperatura também depende muito da presença de matéria. Por exemplo, nas regiões do espaço sideral onde há maior concentração de gases em formas de nuvens perto de estrelas, a temperatura pode ser elevada. Mas em nosso Sistema Solar, onde o espaço é quase que inteiramente vácuo, com pouca presença gases e moléculas, o frio pode chegar a -270 Cº — próximo ao zero absoluto.

Tomemos como exemplo nosso lar. Para que o Sol aqueça o planeta Terra com um clima moderado, ideal para a existência das formas de vida que aqui se desenvolveram, o calor viaja pelo espaço na forma de radiação. Este é o processo de transferência de calor mais importante, e ocorre através de ondas eletromagnéticas. Mais especificamente, a onda infravermelha migra dos objetos mais quentes para os mais frios, agita as moléculas dos lugares onde chega, e os aquece.

Ou seja, quando a radiação infravermelha atinge nossa atmosfera — camada de gases que envolve nosso planeta — ela aquece o ar. Quando atinge os objetos e a superfície, as coisas começam a esquentar, literalmente. Mas quanto maior a altitude dentro da nossa atmosfera, menor a temperatura, porque é onde o ar está mais rarefeito.

A mesma lógica pode ser aplicada para entender o frio do espaço. Logo acima da nossa atmosfera, o ar é ainda mais rarefeito, sem a quantidade nececessária de gases e moléculas próximas entre si para transferir o calor por condução. Nem mesmo os ventos solares são capazes de aquecer essa região, pois possuem uma taxa de colisão muito abaixo do necessário para essa tarefa. Também é impossível que no espaço aconteça a transferência de calor por convecção — que ocorre quando os objetos estão sob alguma gravidade.

Tudo isso significa ainda que os planetas mais próximos do Sol — como Mercúrio, que tem temperatura média de 169,35 °C — recebem bastante radiação e o resultado é um calor impraticável para sustentar a Vida. Da mesma forma, as sondas espaciais que viajam na direção do Sol precisam de revestimento especial para resistir às ondas projetadas.

Fonte: Popular Science

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