Publicidade

Nuvem de plasma lançada pelo Sol atinge sonda Solar Orbiter

Por  • Editado por  Patricia Gnipper  | 

Compartilhe:
Salvatore Orlando/INAF
Salvatore Orlando/INAF

Na segunda-feira (24), o Sol emitiu uma ejeção de massa coronal (EMC) em seu lado oculto, ou seja, a face oposta àquela que vemos na Terra. Sua velocidade ultrapassou 1.500 km/s e atingiu em cheio a espaçonave europeia Solar Orbiter.

Continua após a publicidade

Ejeções de massa coronal são associadas às erupções solares, embora os cientistas ainda não tenham muitos detalhes do mecanismo por trás desse tipo evento para descrever essa associação. Quando a EMC é emitida, uma nuvem de plasma solar e campos magnéticos é lançada em alta velocidade rumo ao espaço interplanetário.

As EMC mais comuns atingem sondas como Solar Orbiter dois ou três dias apos deixar a estrela, mas, neste caso, a nuvem de plasma viajou mais rápido e alcançou a espaçonave em apenas 32 horas. Isso significa que esta foi uma explosão poderosa, com ondas impulsionadas por outros eventos explosivos na superfície.

Canaltech
O Canaltech está no WhatsApp!Entre no canal e acompanhe notícias e dicas de tecnologia
Continua após a publicidade

Se a ejeção do dia 14 tivesse atingido a Terra, a tempestade geomagnética causada certamente seria de classe G3 (forte) ou até mesmo G4 (severa), possivelmente causando apagões em redes elétricas e satélites na órbita baixa terrestre. Felizmente, a nuvem de plasma viajou na direção oposta (onde também não havia nenhum planeta do Sistema Solar interno na “mira”).

De acordo com Johns Hopkins, co-investigador principal do Energetic Particle Detector a bordo do Solar Orbiter, houve um aumento de 10.000 vezes na quantidade de íons com energia de 50 MeV atingindo a espaçonave. “Isso indica um forte choque interplanetário chegando”, disse.

Ele exemplificou esse tipo de aumento com o evento de blecaute em Quebec, em 1989, quando milhares de pessoas ficaram sem eletricidade durante horas e a comunicação via rádio foi interrompida. “Foi esse tipo de aumento de partículas causado por choque durante a chegada do CME que desligou a energia", afirmou Hopkins.

O Sol caminha para o máximo de atividade do atual ciclo de 11 anos, previsto para 2025. À medida que essa fase de pico se aproxima, os campos magnéticos na estrela produzem cada vez mais manchas solares e, com elas, erupções e ejeções de massa coronal.