Novo exoplaneta é confirmado na órbita de estrela a 137 anos-luz

Novo exoplaneta é confirmado na órbita de estrela a 137 anos-luz

Por Danielle Cassita | Editado por Patrícia Gnipper | 03 de Novembro de 2021 às 18h50
ESA

Através de dados do telescópio espacial Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS), da NASA, somados àqueles obtidos por telescópios em solo, uma equipe de astrônomos descobriu e confirmou a existência de um exoplaneta próximo da zona habitável da TOI-2285, uma estrela anã do tipo M localizada a aproximadamente 137 anos-luz de nós na constelação de Cepheus, o Cefeu. O planeta em questão é um subnetuno com raio 1,74 vezes maior que o da Terra e massa 19,5 vezes menor que a do nosso planeta.

O Dr. Akihiko Fukui, astrônomo da Universidade de Tóquio e Instituto de Astrofísica de Canarias, lembra que a missão do já aposentado telescópio espacial Kepler mostrou a abundância de exoplanetas com tamanhos intermediários entre os da Terra e de Netuno — missão essa que, agora, o TESS dá continuidade.

Representação do exoplaneta (Imagem: Reprodução/Sci-News.com)

Chamado TOI-2285b, o mundo recém-descoberto tem período orbital de 27,3 dias e fica fora da zona habitável de sua estrela (nome dado à região em que a água pode ocorrer no estado líquido), e recebe 1,54 vezes mais energia de sua estrela do que a Terra recebe do Sol. Mesmo estando fora da zona habitável de suas estrelas, “os planetas mais frios, do tamanho dos subnetunos, podem reter água líquida sob uma atmosfera de hidrogênio”, explicaram os autores do estudo.

De acordo com a equipe, o TOI-2285b é um dos poucos planetas com o tamanho de um subnetuno que tem baixa insolação, sendo encontrado em trânsito por uma estrela anfitriã brilhante. Como a estrela brilha em comprimentos de onda que se aproximam do infravermelho, o planeta é um bom objeto para estudos futuros sobre velocidade radial e observações atmosféricas, que podem ajudar os cientistas a entender melhor a composição, formação e habitabilidade de planetas do tamanho dos subnetunos.

O artigo com os resultados do estudo pode ser acessado no repositório arXiv, ainda sem revisão de pares.

Fonte: Sci-News

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.